Vários trabalhadores portugueses poderão receber um prémio equivalente a dois salários já no mês de maio. Trata-se de um prémio para os funcionários do Novobanco, que só será atribuído caso sejam concluídos os últimos passos formais ligados à venda da instituição ao grupo francês BPCE. De acordo com portal de notícias ECO, a administração do banco já transmitiu que existe acordo para o pagamento deste prémio, embora o processo ainda dependa de algumas formalidades.
A informação foi comunicada pelo presidente executivo do banco, Mark Bourke, durante uma reunião com a comissão de trabalhadores realizada esta semana. Segundo a mesma fonte, a estrutura representativa dos trabalhadores partilhou posteriormente os detalhes internamente através da sua newsletter mensal.
Prémio poderá ser pago com o salário de maio
O pagamento está associado ao calendário do processo de venda da instituição financeira. Escreve o portal que a assinatura final do negócio está prevista para o final do mês de abril.
Se esse passo for concretizado dentro do prazo previsto, o prémio deverá ser processado juntamente com os salários de maio. Conforme a mesma fonte, o pagamento está dependente apenas da conclusão das últimas etapas administrativas relacionadas com a operação.
Falta concluir alguns passos formais
Antes da conclusão da venda, existem ainda procedimentos obrigatórios ligados às contas do banco. Sabe-se ainda que será necessário apresentar os resultados e obter a aprovação das contas em assembleia geral de acionistas.
A comissão de trabalhadores explicou que “para que o prémio possa ser processado, permanecem pendentes alguns passos formais, nomeadamente a apresentação dos resultados e a aprovação das contas em assembleia geral, sendo a assinatura da venda, para o novo acionista, o último passo necessário”.
Assembleia de acionistas marcada para março
Uma das etapas decisivas acontece ainda durante este mês. De acordo com a publicação, a assembleia geral de acionistas do Novobanco está marcada para o dia 23 de março.
Nessa reunião deverão ser aprovadas as contas relativas ao exercício de 2025. Conforme a mesma fonte, o banco registou nesse período lucros de 828 milhões de euros, um valor que representa um aumento de 11 por cento face ao ano anterior.
Um prémio reivindicado pelos trabalhadores
A atribuição deste prémio foi defendida pelos trabalhadores desde o momento em que foi anunciada a venda da instituição. Os representantes dos funcionários consideram que o pagamento reconhece o papel desempenhado na recuperação do banco ao longo da última década.
Inicialmente, a administração tinha decidido atribuir um prémio apenas à gestão. Escreve a publicação que, nas conversações mais recentes, Mark Bourke afirmou que “o prémio constitui um reconhecimento num momento específico, devendo, por isso, assumir um caráter simples e transversal a todos os trabalhadores”.
Impacto financeiro e remunerações da administração
A comissão de trabalhadores estima que o pagamento deste prémio represente um custo total de cerca de 25 milhões de euros para o banco. O valor surge num contexto em que também foram divulgadas as remunerações da administração.
De acordo com o ECO, os administradores receberam prémios de desempenho de 3,7 milhões de euros no último ano, um aumento de 84% em relação ao período anterior, enquanto o presidente executivo Mark Bourke recebeu uma remuneração total de 2,26 milhões de euros.
















