Nos dias quentes de verão, muitos procuram locais tranquilos onde possam refrescar-se em contacto direto com a natureza. Longe da confusão das praias, o interior de Portugal guarda recantos menos conhecidos que merecem ser descobertos. Um desses lugares é a piscina natural da Serra da Freita, acessível através de um trilho simples e rodeado por paisagens de grande beleza.
De acordo com o Ekonomista, a piscina natural situa-se junto à Ribeira de Palhais, na aldeia desabitada de Drave, em pleno Arouca Geopark, no distrito de Aveiro. Este local integra a Serra da Freita e é acessível apenas a pé, através de um trilho que começa na aldeia de Regoufe.
Um trilho acessível no coração da Serra da Freita
O percurso até à piscina natural, tal como refere a mesma fonte, tem um total de 8 quilómetros (ida e volta) e é considerado de dificuldade fácil, sendo indicado mesmo para quem tem pouca experiência em caminhadas.
Está estimado que o trilho se faça em cerca de três horas, permitindo um passeio calmo, com tempo para apreciar a envolvência natural e fazer pausas sempre que necessário.
A paisagem é marcada por montanhas, ribeiras e vegetação variada, num ambiente que, segundo o Ekonomista, transmite paz e isolamento, longe do ritmo acelerado das cidades.
Regoufe e as marcas da história
O ponto de partida é a aldeia de Regoufe, onde se pode observar a arquitetura rural em pedra e visitar as antigas Minas da Poça da Cadela. Estas minas foram exploradas durante a Segunda Guerra Mundial, numa altura em que o volfrâmio era muito procurado.
As estruturas mineiras, tal como refere mesma fonte, ainda são visíveis e fazem parte da memória industrial da região. Vale a pena parar um pouco para as conhecer antes de seguir caminho. O trilho está bem sinalizado, o que facilita a orientação desde os primeiros metros até ao final da caminhada.
Subida entre vegetação e vistas abertas
Logo após atravessar a ponte sobre a ribeira de Regoufe, inicia-se uma subida moderada, ladeada por carvalhos, silvados, eucaliptos e pinheiros. O caminho é estreito, mas de fácil progressão.
A determinada altura, de acordo com a mesma fonte, ao olhar para trás, surge uma ampla vista sobre a aldeia e a Serra da Freita. O Ekonomista recomenda este momente para parar, respirar fundo e apreciar a paisagem. Apesar da subida, o desnível não é acentuado, o que torna este percurso acessível a vários tipos de caminhantes.
Recomendamos: Conheça a ‘famosa’ ilha onde os porcos ‘vivem’ no mar e nem todos os turistas podem ir
A descida até Drave, a “aldeia mágica“
Ultrapassado o ponto mais alto, inicia-se a descida em direção a Drave. De acordo com a mesma fonte, trilho torna-se mais suave, acompanhando os montes de xisto que definem esta zona da serra.
Drave surge ao fundo, isolada entre montanhas, com as suas casas em ruínas, mas com sinais de recuperação. É conhecida como a “aldeia mágica” e tem vindo a ser reabilitada por escuteiros e voluntários.
Apesar de desabitada, Drave continua a atrair visitantes que procuram o silêncio e a beleza bruta da natureza.
O segredo da Ribeira de Palhais
A partir de Drave, o caminho continua até à Ribeira de Palhais, onde, tal como refere o Ekonomista, se encontra a piscina natural da Serra da Freita. É um pequeno recanto escondido, com água límpida e fria, perfeita para refrescar depois da caminhada.
Mesmo ao lado, segundo a mesma fonte, uma cascata forma-se entre as rochas, completando o cenário. O som da água e a frescura do local criam, de acordo com o Ekonomista, uma sensação de tranquilidade difícil de encontrar noutros lugares.
Caminho de regresso e conselhos úteis
O trilho de regresso segue pelo mesmo percurso, com uma subida inicial desde a Ribeira de Palhais até Drave, exigindo algum esforço. A partir daí, segundo a mesma fonte, a caminhada torna-se novamente mais simples e acessível, permitindo regressar a Regoufe com tranquilidade.
É recomendável, de acordo com o Ekonomista, levar água, algum alimento, chapéu e calçado confortável, pois ao longo do percurso não existem infraestruturas de apoio. A preparação prévia é essencial para garantir uma caminhada segura e agradável.
Este passeio é uma forma de fazer exercício físico leve e de conhecer uma das regiões mais autênticas do interior português. A combinação entre natureza, história e isolamento torna a experiência especialmente enriquecedora.
Leia também: Nem frigorífico nem fruteira: descubra o local ideal para prolongar a ‘vida útil’ das suas bananas este verão
















