Portugal celebra esta sexta-feira uma data que ficou gravada na história do futebol nacional: a conquista do Euro 2016. A 10 de julho de 2016, a seleção portuguesa conquistou pela primeira vez o Campeonato da Europa, ao vencer a França por 1-0, após prolongamento, no Stade de France, em Paris. O golo de Éder, já no tempo extra, deu ao país um dos momentos mais marcantes da sua história desportiva.
Dez anos depois, muitos dos protagonistas dessa noite já estão afastados dos relvados, enquanto outros continuam ligados ao futebol em diferentes funções. Há apenas um jogador desse grupo que ainda se mantém na seleção nacional: Cristiano Ronaldo. A efeméride surge também num dia marcado pela apresentação de Jorge Jesus como novo selecionador nacional, sucedendo a uma geração que teve em Fernando Santos o treinador do maior título da história da equipa das quinas.
O que aconteceu aos guarda-redes e defesas
Entre os guarda-redes convocados por Fernando Santos, Anthony Lopes, agora com 35 anos, já não representa a seleção desde setembro de 2021 e deverá jogar na próxima época no Angers. Rui Patrício, titular na final de Paris e uma das figuras do percurso português no Euro 2016, já se retirou das competições oficiais. Eduardo, outro dos guarda-redes desse grupo, tem atualmente 43 anos e trabalha como treinador de guarda-redes no Sporting de Braga.
Na defesa, vários nomes também seguiram caminhos diferentes depois do título europeu. Bruno Alves, aos 44 anos, desempenha funções como diretor técnico no Rio Ave. José Fonte, de 42 anos, retirou-se no final da última época e integra agora a equipa técnica do Sunderland como treinador-adjunto. Ricardo Carvalho, que fez parte da estrutura técnica de Roberto Martínez na seleção nacional, aguarda por uma eventual continuidade no novo ciclo. Pepe, uma das grandes referências defensivas da seleção portuguesa, poderá também vir a integrar a equipa técnica de Jorge Jesus.
Cédric Soares, titular na final de 2016, joga atualmente no São Paulo, do Brasil, e não é chamado à seleção desde março de 2021. Vieirinha deixou o futebol em maio de 2025 e assumiu funções como diretor técnico do PAOK, clube ao qual ficou fortemente ligado ao longo da carreira. Raphael Guerreiro está sem clube desde que deixou o Bayern Munique no final da época e não representa Portugal desde novembro de 2023. Eliseu, por sua vez, já não joga profissionalmente, embora continue ligado ao futebol através da equipa de veteranos do Estrela da Amadora.
Meio-campo também mudou quase por completo
No meio-campo, Adrien Silva terminou a carreira em outubro de 2025. Segundo o Notícias ao Minuto, não lhe é conhecida uma ligação formal ao futebol, além da presença ocasional como comentador. Danilo Pereira pertence aos quadros do Al-Ittihad e não veste a camisola da seleção desde junho de 2024. André Gomes prossegue a carreira nos Estados Unidos, ao serviço do Columbus Crew, da MLS, e não é convocado por Portugal desde março de 2018.
João Moutinho continua em atividade e prepara-se para mais uma época no Sporting de Braga. Ainda assim, não joga pela seleção desde junho de 2022. Renato Sanches regressou ao Paris Saint-Germain depois de uma época de empréstimo ao Panathinaikos e não representa Portugal desde novembro de 2021. William Carvalho está sem clube depois de rescindir com o Pachuca, do México, e não é chamado à seleção desde dezembro de 2022. João Mário, que esteve cedido pelo Besiktas ao AEK na última época, jogou pela seleção pela última vez em março de 2023.
Entre os homens da frente, Cristiano Ronaldo é o único resistente do grupo de 2016 que continua ligado à seleção nacional. Aos 41 anos, esteve recentemente no Campeonato do Mundo e mantém-se como a grande figura de continuidade entre a equipa campeã europeia e a geração atual. O futuro, porém, permanece em aberto, numa altura em que a seleção portuguesa inicia um novo ciclo técnico.
Éder, o autor do golo que decidiu a final de Paris, retirou-se do futebol no final da época 2021/22 e não tem atualmente uma ligação pública conhecida ao jogo. Nani regressou aos relvados e joga no Aqtobe, do Cazaquistão, embora não represente Portugal desde julho de 2017. Rafa Silva pertence aos quadros do Benfica e abdicou da seleção em setembro de 2022. Ricardo Quaresma despediu-se do futebol profissional no final da época 2021/22 e tem-se dedicado ao comentário futebolístico.
Fernando Santos, o selecionador que conduziu Portugal ao título europeu, deixou a seleção nacional depois do Mundial de 2022, no Qatar. Mais recentemente, esteve ao comando da seleção do Azerbaijão, cargo do qual foi afastado em setembro de 2025. Aos 71 anos, está atualmente sem treinar, uma década depois de ter liderado a equipa que deu a Portugal o primeiro Europeu da sua história.
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