Um total de 89 pessoas foram resgatadas devido à cheia do rio Sado, em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, entre quarta-feira e a madrugada desta quinta-feira, revelou à agência Lusa uma fonte da Proteção Civil local.
Segundo o comandante Sub-Regional de Emergência e Proteção Civil do Alentejo Litoral, a situação mantém-se condicionada pela evolução da maré. “A maré vai subindo devagarinho e agora, nada há a fazer, temos de aguardar que a Natureza vá retirando o caudal do [rio] Sado, sendo que o pico da preia-mar (maré-cheia) estava previsto para as 06:00 horas”, afirmou.
Tiago Bugio destacou ainda o empenho de todos os meios envolvidos nas operações de socorro, incluindo bombeiros, militares da GNR e funcionários do município, num total de cerca de 80 operacionais, sublinhando que não há registo de feridos.
Na quarta-feira à noite, a mesma fonte tinha indicado a necessidade de resgatar 70 pessoas devido a ocorrências relacionadas com inundações, uma vez que o caudal do rio Sado estava a subir “cada vez mais”.
A situação é “cada vez mais complicada”
O comandante Sub-Regional de Emergência e proteção Civil do Alentejo Litoral, Tiago Bugio, frisou, num balanço pelas 23:15 de hoje, que a situação é “cada vez mais complicada”.
Tiago Bugio referiu que a subida da água estava a atingir também Grândola e Odemira (Beja).
As escolas de Alcácer do Sal vão estar encerradas hoje e sexta-feira, devido ao agravamento das condições meteorológicas, afetando mais de mil alunos, que terão aulas em casa.
Onze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das tempestades Kristin e Leonardo, que provocaram também algumas centenas de feridos e desalojados.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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