Ao circular nas estradas portuguesas, é comum cruzar-se com operações STOP, organizadas pela GNR ou pela PSP. Estas ações de fiscalização têm como objetivo principal garantir a segurança rodoviária e verificar se os condutores cumprem as regras de trânsito. No entanto, para muitos automobilistas, o simples avistar de uma operação deste tipo pode gerar nervosismo, mesmo que não tenham cometido qualquer infração, fazendo com que sejam mais vezes parados.
A apreensão pode levar a comportamentos involuntários, como travagens bruscas ou alterações no estilo de condução. Paradoxalmente, estas reações podem aumentar a probabilidade de ser mandado parar. Caso recuse fazê-lo, as multas podem ir até aos 2.500 euros, de acordo com o artigo 147.º alínea n.º2 do Código da Estrada (CE).
As autoridades realizam estas operações para detetar infrações como excesso de álcool, uso indevido do telemóvel, ausência de documentos ou problemas relacionados com a viatura, indica o Automóvel Club de Portugal (ACP). Embora algumas abordagens sejam aleatórias, certos comportamentos podem chamar mais a atenção dos agentes. A seguir, apresentamos cinco atitudes que, segundo especialistas, aumentam a probabilidade de ser fiscalizado ao aproximar-se de operações STOP.
Travagens bruscas e reduções excessivas de velocidade
Se um condutor trava de forma repentina ou abranda muito mais do que o necessário, pode despertar suspeitas. Este gesto pode indicar que está a tentar ocultar algo, como conduzir sob efeito de álcool ou não ter documentos em dia. Manter uma velocidade estável e adequada é fundamental para evitar interpretações erradas.
Mudança súbita de via ou inversão de marcha
Ao avistar uma operação STOP, alguns condutores tentam mudar de via ou fazer inversão de marcha para evitar a fiscalização.
Este comportamento é rapidamente identificado pelas autoridades como possível tentativa de fuga, refere a mesma fonte. Em muitos casos, existe vigilância nas imediações para intercetar estes veículos.
Falta de contacto visual com o agente
O comportamento corporal é também observado. Evitar olhar para os agentes ou mostrar sinais de inquietação pode transmitir nervosismo excessivo. Uma atitude calma e natural reduz a probabilidade de ser mandado parar.
Atenção exagerada ao espelho retrovisor
Olhar repetidamente para o retrovisor para acompanhar os movimentos da operação STOP pode indicar preocupação. O adequado é manter o foco na condução, cumprindo as regras e circulando de forma regular.
Condução instável ou irregular
Movimentos bruscos, dificuldade em manter a faixa de rodagem ou curvas desnecessárias podem levantar suspeitas de consumo de álcool ou drogas. Nestes casos, a abordagem pelas autoridades é quase inevitável, adianta ainda a mesma fonte.
Manter a calma é a estratégia
A forma mais eficaz de reduzir a probabilidade de ser mandado parar é conduzir normalmente, respeitando sempre o Código da Estrada. Ao aproximar-se de uma operação STOP, é recomendável evitar reações abruptas e prosseguir o trajeto de forma regular.
E se recusar parar?
A lei portuguesa é clara: não parar numa operação STOP implica uma coima que pode variar entre 500 e 2.500 euros, bem como a inibição de conduzir por um período que pode ir de dois meses a dois anos, de acordo com o ACP.
De acordo com o artigo 146.º, alínea h), do CE, a recusa é considerada uma infração grave. Além disso, segundo o artigo 153.º, n.º 1, do mesmo, esta atitude pode configurar crime de desobediência, punível com multa ou, em casos mais graves, com pena de prisão. O mesmo enquadramento legal aplica-se a quem recusar realizar o teste de alcoolemia.
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