Nas rotundas portuguesas, um comportamento muito comum entre os condutores pode levar a multas elevadas e aumentar os perigos nas estradas. Trata-se de uma prática que passa muitas vezes despercebida, mas que tem consequências reais para a segurança rodoviária e o cumprimento das regras de trânsito.
A importância da sinalização nas rotundas
Nas rotundas, a circulação e a fluidez dependem muito da correta indicação dos movimentos dos veículos. A sinalização é fundamental para informar os outros condutores sobre a intenção de sair ou mudar de direção, prevenindo colisões e confusões no trânsito.
Ainda assim, muitos condutores não utilizam os sinais luminosos para indicar estas mudanças, criando situações potencialmente perigosas.
Segundo a Prevenção Rodoviária Portuguesa, a sinalização correta é essencial para garantir a segurança rodoviária e evitar acidentes evitáveis. A ausência deste cuidado é um fator que contribui para a sinistralidade nas vias, particularmente nas rotundas, onde o espaço e o tempo de reação são reduzidos.
O Código da Estrada obriga os condutores a sinalizar todas as mudanças de direção ou de via de trânsito. Em particular, no artigo 38.º, alínea h), está previsto o uso dos sinais luminosos, os piscas, para informar os restantes utilizadores da via das intenções do condutor, como a saída de uma rotunda.
Além disso, o artigo 71.º do mesmo código destaca a necessidade de sinalização sempre que se pretende alterar a trajetória do veículo, reforçando que esta é uma regra básica para a circulação em segurança.
O incumprimento destas normas é classificado como infração grave e pode acarretar multas até 300 euros, conforme previsto no artigo 194.º do Código da Estrada.
A realidade dos condutores portugueses
De acordo com a mesma fonte, Prevenção Rodoviária Portuguesa, um estudo revelou que 46,3% dos condutores portugueses não utilizam os sinais luminosos para indicar a saída nas rotundas.
Este número revela que quase metade dos automobilistas falha na aplicação de uma regra fundamental para a segurança.
Para além deste valor, é importante destacar que 10% dos veículos ligeiros apresentam falhas no sistema de iluminação, incluindo nos sinais luminosos, o que agrava ainda mais o problema, dificultando a comunicação entre condutores e aumentando o risco de acidentes.
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Riscos e consequências
A falta de sinalização adequada nas rotundas pode levar a situações de perigo iminente, como colisões laterais ou traseiras, uma vez que os outros condutores não conseguem antecipar a saída ou a mudança de via de quem não sinaliza.
Legalmente, este comportamento pode ser penalizado com multas até 300 euros, e em caso de reincidência pode haver ainda penalizações adicionais, incluindo a perda de pontos na carta de condução.
Estas medidas têm como objetivo reforçar o cumprimento das regras e melhorar a segurança rodoviária.
Campanhas e sensibilização
Para tentar inverter esta situação, a Prevenção Rodoviária Portuguesa tem desenvolvido campanhas de sensibilização dirigidas a todos os condutores, sublinhando a importância do uso correto dos sinais luminosos em todas as situações de mudança de direção, especialmente nas rotundas.
Estas ações procuram não só informar, mas também promover uma mudança de comportamentos, reduzindo a sinistralidade e melhorando a fluidez do trânsito em zonas consideradas mais críticas.
Uma condução mais seguras
O uso correto da sinalização nas rotundas é um passo simples, mas essencial para uma condução segura.
Todos os condutores devem estar conscientes da importância de indicar as suas intenções, para protegerem a sua segurança e a dos demais.
O incumprimento das regras de sinalização, segundo a Prevenção Rodoviária Portuguesa, não é apenas uma infração legal, mas um fator que coloca em risco vidas. A atenção a este pormenor pode evitar multas pesadas e, sobretudo, acidentes graves.
















