O Governo prepara-se para lançar a nova Loja do Cidadão virtual, uma plataforma que promete acabar com as filas e simplificar o acesso a serviços públicos. De acordo com o Ekonomista, site especializado em economia e finanças, serão disponibilizados mais de 100 serviços digitais, reunindo num só portal as principais entidades do Estado: da Segurança Social às Finanças e aos Registos.
O objetivo é permitir que os cidadãos possam tratar de documentos, pedir certidões e obter declarações sem sair de casa, eliminando deslocações e tempos de espera. Segundo a mesma fonte, o Executivo estima que esta digitalização permita reduzir para metade os cerca de nove milhões de atendimentos presenciais que ocorrem todos os anos nas lojas físicas.
Uma resposta a anos de queixas
Durante décadas, as Lojas do Cidadão tornaram-se símbolo de filas intermináveis, senhas esgotadas e burocracia. A pandemia veio evidenciar ainda mais a necessidade de acelerar a transformação digital da administração pública, abrindo caminho a soluções online.
De acordo com o Ekonomista, esta iniciativa insere-se na meta traçada por Portugal de digitalizar 100% dos serviços públicos até 2030, no âmbito das orientações europeias de modernização do Estado.
A Loja do Cidadão virtual representa, assim, um passo concreto nessa direção, procurando aproximar o Estado dos cidadãos e reduzir custos operacionais.
O que vai poder fazer online
Na nova plataforma, os utilizadores poderão tratar de várias tarefas até aqui restritas ao atendimento presencial. Entre os serviços disponíveis encontram-se:
- Pedidos de certidões de nascimento, casamento e óbito;
- Emissão de declarações da Segurança Social e das Finanças;
- Renovação de documentos pessoais;
- Atualização de dados do Cartão de Cidadão;
- Registo e alteração de empresas e atividades.
Para aceder, basta autenticar-se com a Chave Móvel Digital ou com o Cartão de Cidadão. Segundo a publicação, o portal foi desenhado para ser simples, com menus intuitivos, linguagem clara e apoio técnico online ou telefónico.
Atendimento presencial também vai mudar
Embora o foco esteja na digitalização, o Governo não abandona o atendimento presencial. O Ekonomista explica que as lojas físicas vão manter-se em funcionamento, mas com horários alargados nas unidades de maior afluência, como Lisboa, Vila Nova de Gaia e Braga, e um novo modelo de atendimento.
Deixa de ser obrigatória a marcação prévia em muitos serviços, regressando o sistema por ordem de chegada, uma medida que pretende tornar o processo mais ágil e inclusivo.
Desafios de uma transição digital
Nem todos os cidadãos estão preparados para esta mudança. A literacia digital continua a ser um obstáculo, sobretudo entre as faixas etárias mais velhas ou em zonas com fraco acesso à Internet. De acordo com o Ekonomista, o Governo reconhece este desafio e pretende reforçar o apoio técnico para garantir que ninguém fica para trás.
Outro ponto essencial é a segurança. A plataforma baseia-se na Chave Móvel Digital, considerada segura, mas exigirá monitorização constante para evitar fraudes e garantir a proteção dos dados pessoais.
Um Estado mais próximo e mais simples
Nos próximos meses, será possível avaliar o impacto real da Loja do Cidadão virtual. Indicadores como a adesão dos utilizadores, o tempo médio de resposta e a redução das filas de espera serão decisivos para medir o sucesso do projeto.
Segundo o Ekonomista, se o modelo funcionar, Portugal poderá estar perante uma das maiores transformações na relação entre o Estado e os cidadãos: mais rápida, mais acessível e finalmente livre das filas que marcaram gerações.
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