Os meios de pagamento eletrónicos continuam a ganhar terreno em Portugal, com destaque para as transferências imediatas, que têm registado um crescimento expressivo. De acordo com o Banco de Portugal, estas transferências aumentaram 46,4 por cento em quantidade e 47,2 por cento em valor. A evolução deve-se em grande parte às novas regras associadas às transferências imediatas.
Antes da mudança, as transferências imediatas eram um serviço pago, mas as atuais normas determinam que não podem ter um custo superior ao das transferências normais. Esta alteração facilitou a adesão por parte dos utilizadores, tornando mais acessível o envio instantâneo de dinheiro entre pessoas.
Preferência pelos pagamentos eletrónicos
No panorama geral dos pagamentos de retalho, um documento publicado pelo Banco de Portugal e citado pelo Correio da Manhã indica que houve um aumento de 11% em quantidade e 5% em valor, atingindo os 776,7 mil milhões de euros em 2024. Os dados refletem uma preferência crescente pelos pagamentos eletrónicos no dia-a-dia dos portugueses.
Entre os diferentes métodos de pagamento, o cartão mantém-se como o mais utilizado no país. O sistema contactless, que permite efetuar pagamentos apenas aproximando o cartão do terminal sem inserir o código, cresceu 24% e já representa quase metade das operações com cartão.
Redução do número de fraudes
A introdução de medidas adicionais de segurança também teve impacto na redução das fraudes. Segundo o Banco de Portugal, com a possibilidade de visualizar o nome do destinatário antes de concluir a transferência, as fraudes conhecidas como “olá pai, olá mãe” diminuíram 77% em apenas três meses.
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Por outro lado, os cheques continuam a perder relevância no sistema de pagamentos nacional. Em 2024, a utilização de cheques caiu 18,3% em quantidade e 13,7% em valor. No total, foram passados mais de oito milhões de cheques, correspondendo a um montante de 51,7 mil milhões de euros.
Os cheques vão ser descontinuados?
Apesar de a utilização de cheques estar a diminuir, este meio de pagamento ainda não foi totalmente abandonado. Uma das principais razões é que continua a ser bastante usado em transações de valores elevados, como na compra de imóveis ou automóveis. Além disso, é uma opção que ainda conta com a preferência das gerações mais velhas, que o utilizam não só para efetuar pagamentos e levantar dinheiro ao balcão, mas também para oferecer quantias mais significativas como presente.
Empresas recorrem aos cheques diariamente
No setor empresarial, em especial entre as pequenas e médias empresas, é frequente manterem livros de cheques para operações do dia-a-dia. No entanto, fora destes contextos específicos, é evidente a perda de popularidade dos cheques face a outros métodos de pagamento, que são mais rápidos, simples e, muitas vezes, mais económicos.
Bancos obrigados a pagar pelos cheques
Os custos associados ao uso dos cheques também têm contribuído para esta quebra. Quem os utiliza tem de pagar para obter os talões, e as instituições financeiras também enfrentam encargos na sua gestão.
Por exemplo, os bancos estão obrigados a cobrir cheques de valores inferiores a 150 euros, mesmo que a conta do cliente não disponha do saldo suficiente.
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