Os britânicos estão a mudar o mapa das escapadinhas de inverno e, segundo uma tendência destacada pela imprensa espanhola, há um destino fora da Europa a ganhar terreno a Espanha e Grécia: Sharm el-Sheikh, no Egito, por combinar sol “quase garantido” com preços mais baixos.
De acordo com o portal espanhol HuffPost, e durante anos, Espanha e Grécia dominaram a escolha de quem foge ao frio no Reino Unido, mas a pressão nos preços e a procura por alternativas mais económicas estão a empurrar parte dos viajantes para outros mercados.
A cidade egípcia, situada no sul da península do Sinai, surge como opção com clima ameno no inverno e custos mais acessíveis, segundo uma investigação atribuída à easyJet e citada pelo Daily Mail (referida pela publicação espanhola).
Sol, temperaturas e “inverno de manga curta”
A promessa que puxa cliques é simples: temperaturas médias apontadas entre 24 e 26 graus, muitas horas de sol e pouca chuva, num período em que grande parte da Europa está ainda em modo “casaco”.
Em termos meteorológicos, várias referências sobre o clima local no inverno indicam máximas na ordem dos 22–23ºC em fevereiro, com noites mais frescas — um detalhe importante para quem viaja com crianças ou pessoas mais sensíveis ao frio.
O argumento “sol garantido” deve ser lido como tendência e não como certeza diária, mas a verdade é que o padrão do Mar Vermelho costuma oferecer mais estabilidade do que muitos destinos europeus nesta época.
Quanto custa: os números que estão a alimentar a conversa
A peça espanhola destaca dois preços que ajudam a explicar a popularidade: uma refeição para uma família de quatro por cerca de 74 euros e meio litro de cerveja por aproximadamente 2,50 euros.
Este contraste é apresentado como especialmente relevante quando comparado com destinos europeus muito procurados, onde comer fora e “beber um copo” pode pesar bastante, mesmo fora da época alta.
Ainda assim, vale o aviso prático: os custos variam muito consoante hotel, regime (tudo incluído vs. fora) e zonas turísticas, pelo que estes valores funcionam mais como indicador do que como tabela fixa.
O que há para fazer além de praia e resort
Sharm el-Sheikh não vive só de espreguiçadeira. Entre as excursões mais referidas está o Mosteiro de Santa Catarina, classificado como Património Mundial, e passeios de natureza no Sinai.
Para quem gosta do mar, o Parque Nacional Ras Mohammed e o Estreito de Tirão são apontados como referências internacionais para mergulho e snorkel, graças aos recifes e biodiversidade.
A cidade tem ainda zonas de lazer mais “urbanas”, como Naama Bay e Soho Square, com restauração, comércio e vida noturna, o que ajuda a manter interesse mesmo quando o objetivo não é só praia.
Segurança e contexto: o que convém ter em conta
Em qualquer viagem fora da Europa, e segundo o HuffPost, a regra é confirmar avisos oficiais antes de marcar — e isso é ainda mais importante num período de tensão na região do Médio Oriente.
No caso do Egito, o aconselhamento oficial britânico tem alertas regionais, mas continua a tratar os grandes polos turísticos como Sharm el-Sheikh como destinos onde se recomenda prudência e vigilância, sem equivaler a um “não viajar” generalizado.
O essencial para o leitor é simples: preços baixos e sol são um chamariz, mas a decisão deve incluir seguros, regras de entrada e a verificação de avisos atualizados, sobretudo em semanas de instabilidade internacional.
Leia também: Ilha portuguesa em frente a Marrocos é uma das “zonas mais seguras” de Portugal
















