A Mercadona está a avançar com uma mudança profunda nas suas peixarias, substituindo gradualmente o modelo tradicional de balcão por um sistema assente em peixe limpo, preparado e pronto a levar, numa aposta que a cadeia justifica com a necessidade de ganhar eficiência e reduzir o tempo até o produto chegar ao cliente.
De acordo com o jornal espanhol AS, a transformação insere-se na remodelação das lojas da empresa, no âmbito do chamado modelo T9, que a Mercadona está a implementar para tornar os supermercados mais ajustados à procura e ao funcionamento interno. Entre as novidades, uma das mais visíveis é precisamente a renovação total da secção de peixaria.
Na prática, o peixe deixa de estar centrado no balcão tradicional e passa a surgir em tabuleiros refrigerados, já limpo e preparado, num formato semelhante ao que já acontece noutras áreas da loja, como a charcutaria ou o talho. A lógica, segundo a empresa, é simplificar o processo de compra e tornar o serviço mais rápido.
Menos tempo entre a captura e a loja
A explicação dada pela cadeia passa sobretudo pela rapidez. A Mercadona diz querer reduzir ao máximo o tempo que decorre desde que o peixe sai da água até chegar ao consumidor, procurando assim reforçar a frescura e a qualidade do produto.
Além disso, a empresa sustenta que este novo sistema permite melhores acabamentos no peixe vendido e evita tempos de espera na loja, oferecendo uma experiência de compra mais ágil para o cliente. A mudança responde também a hábitos de consumo mais orientados para soluções prontas a cozinhar ou a consumir.
Outro argumento usado pela Mercadona é a durabilidade. De acordo com a informação avançada, o peixe embalado em tabuleiros poderá ser consumido até seis dias depois da compra, uma diferença relevante face ao produto vendido ao balcão nas condições habituais.
Fornecedores locais mantêm-se
Apesar da alteração no formato de venda, a empresa garante que continuará a trabalhar com os seus fornecedores locais habituais. A promessa é manter uma oferta variada de peixe limpo e pronto a levar, com vários cortes e apresentações.
A cadeia recomenda ainda que estes produtos sejam congelados em sacos próprios, quando necessário, e consumidos num prazo inferior a um mês. Depois de descongelados, devem ser cozinhados a mais de 70 graus durante pelo menos dois minutos.
Uma mudança que altera a experiência em loja
Esta aposta mostra que a Mercadona quer aproximar a secção de peixaria de um modelo mais padronizado, rápido e previsível, alinhado com a lógica de conveniência que tem vindo a ganhar peso na distribuição alimentar. O cliente encontra o produto pronto, evita filas e leva para casa uma solução mais imediata.
Ao mesmo tempo, a mudança poderá marcar o fim gradual de uma imagem clássica dos supermercados, com o peixe vendido ao balcão e preparado na hora. Em seu lugar, ganha espaço um modelo mais industrializado, mas pensado para responder a consumidores que valorizam rapidez, praticidade e menor tempo de espera.
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