Residente na comuna francesa de Châtillon-sur-Thouet, um idoso de 85 anos viveu uma experiência que deixou familiares e autoridades sem explicação. O homem saiu de casa, no domingo, 3 de novembro, com destino ao consultório médico em Airvault, uma localidade situada a apenas 20 quilómetros de distância. No entanto, acabou por ser encontrado no dia seguinte num hotel na Croácia, a cerca de 1.500 quilómetros de casa.
Um desaparecimento que gerou alarme
De acordo com o jornal francês Le Parisien, o idoso partiu sozinho para a consulta e não regressou a casa. Na manhã seguinte, os membros de uma associação local, à qual pertencia, estranharam a ausência do homem numa reunião marcada para segunda-feira, 4 de novembro.
Também os vizinhos começaram a suspeitar que algo se poderia ter passado, já que não o tinham visto desde o dia anterior.
As autoridades foram alertadas e deslocaram-se à residência, onde confirmaram que o homem e o seu automóvel não estavam. Após várias tentativas, os agentes conseguiram contactá-lo por telemóvel — e foi então que surgiu a surpresa.
“Não sei como vim parar aqui”
Segundo o Le Parisien, o idoso atendeu a chamada e revelou estar num hotel na Croácia, sem saber como tinha lá chegado. “Não entendo o que aconteceu”, terá dito, visivelmente confuso.
O homem explicou que tinha saído de casa apenas para ir ao médico, mas acabou por conduzir durante mais de 20 horas seguidas, atravessando França, Itália e Eslovénia antes de entrar em território croata.
O portal francês Actu.fr acrescenta que as autoridades locais não encontraram sinais de acidente, crime ou intoxicação, e que o homem não sofria de qualquer problema cognitivo conhecido. O caso, descrevem, é “totalmente inexplicável”.
Um caso raro e com final feliz
A família do idoso viajou até à Croácia para o ir buscar, tendo confirmado que este se encontrava em bom estado de saúde, embora muito cansado e desorientado.
As autoridades francesas sublinharam que, apesar de raros, episódios de desorientação súbita em condutores idosos podem ocorrer mesmo em pessoas sem diagnóstico clínico de demência. “Fadiga, stress ou alterações momentâneas de consciência podem levar a este tipo de situação”, explicou uma fonte policial citada pelo Le Parisien.
Debate sobre segurança na estrada
O caso reacendeu em França o debate sobre a segurança rodoviária entre condutores de idade avançada, sobretudo quanto à necessidade de reavaliações médicas regulares para quem conduz após os 80 anos.
Apesar do susto, o desfecho foi positivo: o homem regressou a casa ileso, mas sem conseguir explicar como uma simples ida ao médico acabou numa viagem de 1.500 quilómetros até à Croácia.
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