O preço dos combustíveis deverá sofrer uma alteração significativa no início da próxima semana, com destaque para uma descida acentuada no gasóleo, ao contrário da gasolina, que deverá registar uma variação quase residual. A diferença entre os dois combustíveis volta assim a marcar o ritmo no abastecimento em Portugal, num momento em que os mercados internacionais continuam sob pressão.
De acordo com o Notícias ao Minuto, que cita fonte da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, o gasóleo deverá baixar cerca de 11 cêntimos por litro. Já a gasolina simples 95 deverá descer menos de um cêntimo, mantendo-se praticamente estável face aos valores atuais.
Gasóleo com queda acentuada, gasolina quase inalterada
A confirmar-se esta previsão, trata-se de uma das descidas mais expressivas dos últimos meses no caso do gasóleo, trazendo algum alívio sobretudo para quem depende diariamente do automóvel. Ainda assim, os preços mantêm-se elevados em termos históricos.
Segundo os dados mais recentes da Direção-Geral de Energia e Geologia, o preço médio do gasóleo simples situa-se atualmente nos 2,077 euros por litro. Já a gasolina simples 95 está nos 1,909 euros por litro. Estes valores refletem um contexto internacional volátil, onde fatores geopolíticos continuam a ter um impacto direto.
Brent volta a aproximar-se dos 100 dólares
Nos mercados, o barril de petróleo Brent, referência na Europa, voltou a aproximar-se da fasquia dos 100 dólares. Na última sessão em Londres, registou uma subida de 4,70%, encerrando nos 99,39 dólares para entrega em junho. Esta valorização surge num contexto de incerteza crescente em torno do Médio Oriente.
A tensão entre os Estados Unidos e o Irão tem alimentado receios quanto ao desbloqueio do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte de crude a nível global. Cerca de 20% do tráfego mundial passa por esta via, atualmente condicionada devido ao conflito.
O aumento da pressão militar e a possibilidade de novas intervenções têm levado os investidores a reagir com cautela. O Pentágono admitiu o uso da força para garantir o controlo da zona, enquanto o ex-presidente norte-americano Donald Trump afirmou esperar um acordo iminente, sem necessidade de prolongar o cessar-fogo.
Europa alerta para risco no combustível da aviação
Paralelamente, cresce a preocupação na Europa com o abastecimento de combustíveis para a aviação. A Agência Internacional de Energia alertou que as reservas de jet fuel poderão ser suficientes apenas para seis semanas, cenário que poderá levar ao cancelamento de voos caso a situação se agrave.
Em Portugal, o Governo garante estar a acompanhar a evolução do tema. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, afirmou que o executivo está a analisar possíveis medidas, embora sem adiantar detalhes. O impacto no turismo é uma das principais preocupações, dada a forte dependência do transporte aéreo.
A evolução dos preços nas próximas semanas continuará dependente da instabilidade internacional. Ainda assim, segundo a mesma fonte citada pelo Notícias ao Minuto, o mercado deverá refletir de forma imediata estas oscilações, com efeitos diretos já no arranque da próxima semana.















