Já são conhecidas as tabelas deste apoio social aplicáveis em 2026, com valores atualizados e regras claras sobre quem tem direito à prestação e quanto poderá receber por cada criança ou jovem. O sistema do abono de família continua a assentar em escalões de rendimento, definidos com base no Indexante de Apoios Sociais, e mantém diferenças relevantes consoante a idade dos filhos e a situação do agregado familiar.
De acordo com o Ekonomista, site especializado em economia, em 2026 o valor do IAS sobe para 537,13 euros, servindo de referência para a definição dos escalões e dos montantes do abono. No total, existem cinco escalões de rendimento, embora apenas os primeiros quatro confiram direito à prestação.
Como funcionam os escalões em 2026
O enquadramento das famílias nos escalões depende do chamado rendimento de referência. Para quem já recebe abono de família, esse cálculo é feito com base nos rendimentos de 2024 e no IAS em vigor nesse ano, fixado em 509,26 euros. Já nos novos pedidos apresentados ao longo de 2026, contam os rendimentos de 2025 e o IAS de 2025, que foi de 522,50 euros, originando valores ligeiramente diferentes.
Segundo o Ekonomista, os escalões aplicáveis de janeiro a dezembro de 2026 são os seguintes:
no primeiro escalão inserem-se os agregados com rendimentos até 3.564,82 euros;
no segundo, rendimentos superiores a esse valor e até 7.129,64 euros;
no terceiro, rendimentos acima de 7.129,64 euros e até 12.120,36 euros;
no quarto, rendimentos entre 12.120,36 euros e 17.824,10 euros;
o quinto escalão abrange rendimentos superiores a 17.824,10 euros e não dá direito a abono de família.
A fórmula usada para calcular o rendimento de referência
O rendimento de referência resulta de uma fórmula simples. Soma-se o rendimento anual de todos os elementos do agregado familiar e divide-se esse valor pelo número de crianças e jovens com direito ao abono, acrescido de uma unidade.
Explica o site que, por exemplo, um agregado com dois filhos e rendimentos anuais de 25 mil euros em 2024 terá um rendimento de referência de cerca de 8.333 euros, o que corresponde ao terceiro escalão.
Quanto se recebe por cada criança ou jovem
Os montantes do abono de família variam consoante a idade e o escalão. Para crianças até aos 36 meses, os valores mensais vão dos 186,87 euros no primeiro escalão aos 86,53 euros no quarto. Entre os 36 e os 72 meses, o apoio base é de 73,51 euros nos dois primeiros escalões, descendo para 58,05 euros no terceiro e 43,81 euros no quarto.
No caso de jovens com mais de 72 meses, apenas os três primeiros escalões dão direito à prestação. O valor é de 73,51 euros nos dois primeiros escalões e de 58,05 euros no terceiro.
Segundo o Ekonomista, o quarto escalão deixa de conferir direito ao abono a partir desta idade.
Garantia para a Infância reforça apoio no primeiro escalão
As crianças inseridas no primeiro escalão e com mais de 36 meses beneficiam de um reforço adicional no âmbito da Garantia para a Infância. Este complemento é de 51,09 euros mensais, elevando o valor total recebido para 124,60 euros.
Este apoio destina-se a combater situações de pobreza infantil e aplica-se automaticamente aos agregados elegíveis.
Majorações para famílias com várias crianças pequenas
Existem ainda majorações específicas para agregados com duas ou mais crianças com idade inferior a 36 meses. De acordo com a publicação, no caso de duas crianças pequenas, o acréscimo mensal varia entre 63,56 euros no primeiro escalão e 38,43 euros no quarto.
Estas majorações reconhecem os encargos acrescidos das famílias com filhos em idades muito próximas.
Pedido e reavaliação do abono de família
Sempre que a atribuição automática não seja possível, o pedido deve ser feito através da Segurança Social Direta, na área dedicada à família e ao abono de família e pré-natal. O formulário está disponível online e pode ser submetido a qualquer momento.
As famílias que verifiquem alterações significativas nos rendimentos podem também solicitar a reavaliação do escalão. Para pedidos apresentados em 2026, são considerados os rendimentos do próprio ano e o IAS em vigor, atualmente fixado em 537,13 euros.
Segundo explica o Ekonomista, este mecanismo permite ajustar o valor do apoio à realidade económica mais recente do agregado, evitando perdas injustificadas de rendimento social.
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