O concurso EPSO AD5 da União Europeia (UE) voltou a abrir portas para trabalhar nas instituições europeias, numa das vias mais procuradas para integrar a Comissão Europeia com vínculo permanente. Em causa estão centenas de vagas numa carreira com salário competitivo, estabilidade e progressão, num processo exigente mas claramente estruturado quanto ao que é pedido aos candidatos.
Sete anos depois da última edição, o concurso regressa e deverá atrair entre 50 mil e 60 mil candidatos. Estão previstos 1.490 lugares numa lista de reserva e, no final, cerca de 750 pessoas poderão conseguir um lugar permanente. O único requisito para se candidatar é ter um curso superior com duração mínima de três anos, comprovado por diploma.
As candidaturas decorrem até 10 de março deste ano, de acordo com a agência de notícias Euronews.
Um regresso que está a mobilizar milhares
O perfil AD5 é considerado a principal porta de entrada para funções de administrador nas instituições europeias. Trata-se, na prática, do nível inicial para quem pretende trabalhar em áreas como políticas públicas, análise estratégica, gestão de projetos ou apoio técnico à decisão.
Este concurso surge num momento em que várias chefias e quadros experientes se aproximam da idade da reforma. Ao mesmo tempo, as instituições procuram reforçar competências, sobretudo na área digital. Com um volume tão elevado de candidaturas, estima-se que menos de 3% dos concorrentes cheguem ao fim do processo com sucesso, o que ajuda a explicar a elevada procura.
Quem pode concorrer
Para se candidatar a este emprego na Comissão Europeia é necessário ter um curso superior com duração mínima de três anos, comprovado por diploma. Não é exigida experiência profissional. Existem também prazos específicos para a obtenção do diploma e para a entrega de documentação, que estão detalhados nas páginas oficiais do concurso, de acordo com a mesma fonte.
Os testes podem ser realizados à distância e cada candidato escolhe duas línguas oficiais da (UE), o que permite ajustar a candidatura aos seus pontos fortes, especialmente na componente escrita.
Como funciona o processo de seleção
A seleção inclui provas online de raciocínio, testes de conhecimentos sobre a UE, avaliação de competências digitais e uma componente escrita, normalmente sob a forma de redação sobre temas europeus. Não basta demonstrar conhecimento teórico sobre as instituições. O processo exige rapidez, capacidade de organização e clareza na estruturação de ideias dentro de um tempo limitado.
Nesta edição, a vertente digital assume particular relevância, refletindo a necessidade crescente destas competências no trabalho diário das instituições.
O que é a lista de reserva
Ser incluído na lista de reserva não significa contratação imediata. Trata-se de uma lista de candidatos elegíveis para recrutamento quando surgem vagas durante o período de validade dessa reserva. É por isso que os números são distintos: 1.490 pessoas poderão integrar a lista, mas o número de entradas efetivas em lugares permanentes deverá rondar as 750, de acordo com a fonte anteriormente citada.
Para quem for selecionado, o início de funções pode ocorrer mais tarde. A expectativa divulgada aponta para o arranque dentro de cerca de dois anos.
Salários e condições de carreira
A atratividade do AD5 está também associada ao pacote remuneratório e à estabilidade da carreira. O salário base depende do grau e escalão, podendo ser acrescido de suplementos aplicáveis.
Nas comunicações sobre o concurso é referido que o salário inicial pode atingir cerca de 6.758 euros por mês, consoante o enquadramento. A UE disponibiliza tabelas salariais atualizadas com os valores por categoria e grau.
Datas importantes e preparação
As candidaturas para este emprego na Comissão Europeia abriram a 5 de fevereiro e terminam a 10 de março, ao meio-dia em hora de Bruxelas, o que corresponde às 11:00 em Lisboa. Quem pretende concorrer, de acordo com a Euronews, deve preparar-se em duas frentes: treino de testes cronometrados, dado que a velocidade conta, e prática de escrita estruturada, já que a redação pode ser determinante na classificação final.
Convém também não deixar a candidatura para os últimos dias. Além do preenchimento do formulário, existem etapas e documentos com prazos próprios, o que pode dificultar o processo para quem adia a submissão.















