Leva consigo mais do que um cartão multibanco? Entre contas pessoais, conjuntas ou profissionais, é comum manter dois ou três no mesmo porta-cartões. Muitos acabam por ficar meses sem uso, esquecidos no fundo da carteira. Mas um cartão parado pode deixar de funcionar sem aviso e, mais do que isso, tornar-se uma porta aberta a fraudes.
De acordo com a informação disponibilizada por bancos como a Caixa Geral de Depósitos, o Santander e o Millennium BCP, há políticas internas que determinam o bloqueio automático de cartões inactivos durante longos períodos, normalmente entre seis a doze meses. O objetivo é reduzir falhas de segurança e gerir melhor os recursos operacionais, mas estas medidas são aplicadas sem qualquer notificação prévia ao cliente. O resultado: cartões rejeitados na caixa automática quando mais fazem falta.
Menos uso, menos vigilância
Cartões que raramente são utilizados acabam também por ser menos monitorizados pelos seus titulares. Se alguém roubar a carteira, o cartão principal é o primeiro a dar falta. Os restantes, muitas vezes guardados no fundo de um compartimento ou atrás da carta de condução, podem demorar dias a ser detectados.
É esse intervalo que torna os cartões parados particularmente vulneráveis. Além disso, continuam por vezes associados a plataformas como o MB Way ou contas online, permitindo movimentações mesmo após o roubo, se não forem rapidamente identificadas e bloqueadas.
Como reduzir o risco
A recomendação das instituições bancárias passa por reduzir o número de cartões transportados consigo. Um principal e um suplente chegam para cobrir a maioria das situações do dia a dia. Caso tenha cartões que não utiliza há meses, o melhor é guardá-los num local seguro ou ponderar o cancelamento junto do banco.
Aconselha-se ainda que mantenha alguma actividade regular no cartão de reserva. Um pequeno pagamento, como um café ou uma compra simbólica por mês, é suficiente para garantir que o sistema não o identifica como inactivo e evita bloqueios automáticos.
Perigo silencioso
A Associação Portuguesa de Bancos recorda que guardar o código PIN junto ao cartão continua a ser uma prática frequente e extremamente perigosa. Em caso de roubo, facilita imediatamente o acesso à conta, agravando os prejuízos.
O esquecimento pode ser o maior inimigo neste cenário. Um cartão que raramente usa é também um cartão que pode não dar por falta. E quando o tenta usar, já pode ser tarde.
Leia também: Prazo de validade da carta de condução mudou recentemente: fique a saber a nova data e evite coimas de 600€
















