A Segurança Social alerta para uma atualização que vai afetar todos os contribuintes que utilizam o seu portal. Nos últimos meses, sinais de alterações nos métodos de acesso já se faziam sentir. De acordo com o site oficial, a partir de muito breve será exigida autenticação em dois fatores para entrar na conta, reforçando a proteção das contas pessoais e diminuindo o risco de ciberataques.
O que muda com a autenticação em dois fatores
A autenticação em dois fatores, ou 2FA do inglês Two Factor Authentication, acrescenta um passo extra ao processo de login habitual. Segundo a mesma fonte, além da palavra-passe, será necessário inserir um código temporário enviado para o telemóvel ou email do utilizador, válido apenas durante alguns minutos. Este passo adicional garante a confirmação da identidade do contribuinte.
Para que o procedimento funcione, é essencial que os contactos de telemóvel e email estejam registados corretamente e devidamente associados à conta do utilizador.
Quem já utiliza a Chave Móvel Digital para aceder à Segurança Social Direta não será obrigado a recorrer ao 2FA, pois este sistema já integra um processo equivalente de autenticação em dois fatores.
Por que a adesão antecipada é importante
A mesma fonte recomenda que os utilizadores ativem o 2FA antes de se tornar obrigatório. Segundo a mesma fonte, a adesão antecipada permite validar e confirmar os contactos de segurança, garantindo que estão corretos e atualizados. Esta ação evita interrupções no acesso ao portal quando a autenticação em dois fatores passar a ser exigida.
O processo de adesão envolve três passos fundamentais. Primeiro, deve aceder ao Portal da Segurança Social e autenticar-se com o Número de Identificação da Segurança Social (NISS) e a palavra-passe.
Depois, seguir as instruções para ativar o 2FA. Finalmente, confirmar os contactos registados, corrigindo qualquer informação desatualizada, especialmente o telemóvel e o email, essenciais para receber os códigos de autenticação.
Segurança reforçada e alinhamento com outros portais
A obrigatoriedade do 2FA surge no contexto de reforço das medidas de proteção de dados pessoais, alinhando-se com práticas que estão a ser implementadas noutros portais públicos, como o Portal das Finanças. Embora a autenticação em dois fatores venha a ser exigida no Portal das Finanças, a mesma fonte prefere que, por agora, os utilizadores se concentrem no seu próprio portal.
A mudança pretende não só aumentar a segurança, como também preparar os utilizadores para um acesso mais moderno e confiável. Segundo a mesma fonte, a adesão antecipada é a forma mais segura de garantir uma transição tranquila. Manter os contactos atualizados é crucial para assegurar que todos consigam aceder ao portal sem problemas quando a 2FA se tornar obrigatória.
A autenticação em dois fatores é uma prática cada vez mais comum em serviços digitais, sobretudo os que lidam com dados sensíveis. O reforço da segurança visa reduzir o risco de fraude e proteger informações pessoais.
O portal recomenda ainda que os utilizadores verifiquem periodicamente se os seus contactos estão corretos, mesmo após a ativação da 2FA. A manutenção de dados atualizados evita falhas de acesso e garante que os códigos temporários sejam recebidos sem atraso.
A adesão prévia é, portanto, não apenas uma questão de cumprir uma obrigação, mas de assegurar que os serviços digitais do portal continuem acessíveis e seguros.
Segundo a Segurança Social, esta medida reforça a confiança no portal e protege os contribuintes de potenciais ciberataques, mantendo a integridade das contas e dos dados pessoais.
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