O Banco Central Europeu (BCE) deverá subir as taxas de juro pela primeira vez em 11 anos e a subida deverá ser mais agressiva do que era esperado. É esperado que o anúncio seja feito esta quinta-feira.
Em junho, o BCE indicou que tencionava subir as taxas de juro em 25 pontos base na sua próxima reunião, mas desde então alguns membros do Conselho da instituição mostraram-se a favor de uma subida mais agressiva, da ordem dos 50 pontos base.
“O Banco Central Europeu está muito atrasado na normalização da sua polÃtica monetária e não pode esperar mais para aumentar as taxas de juro. Christine Lagarde a sua presidente, deve, portanto adotar um tom agressivo e agir finalmente com uma subida inicial de 50 pontos base, contrariando os 25 pontos base antecipados pelos mercados”, refere Franck Dixmier, da Allianz Global Investors, numa nota enviada à Lusa.
“A queda do euro face ao dólar – que aumenta o preço das matérias-primas – é mais um argumento para o BCE demonstrar a sua determinação”, acrescenta.
Nos últimos dois anos, o banco central optou por uma polÃtica monetária acomodatÃcia, com taxas de juro muito baixas e elevadas compras de ativos, para ajudar a economia a ultrapassar a crise causada pela pandemia de covid-19.
Desde há alguns meses, o BCE começou a preparar o terreno para pôr fim à era do dinheiro barato, tendo começado por reduzir as compras lÃquidas de dÃvida, que terminaram este mês.
A instituição liderada por Christine Lagarde junta-se assim a outros bancos centrais, como a Reserva Federal norte-americana, que têm estado mais ativos na luta para conter a subida de preços.
No final desta reunião, espera-se também que o BCE dê mais detalhes sobre a ferramenta anti-fragmentação que anunciou em junho.
Com as finanças públicas nacionais sob forte pressão desde a pandemia de covid-19 e agora com o impacto da guerra na Ucrânia, os juros das dÃvidas começaram a divergir entre os paÃses da zona euro, com os paÃses mais endividados a serem penalizados. Daà a promessa de uma nova ferramenta por parte do BCE.
- Texto: SIC NotÃcias, televisão parceira do POSTAL, com Lusa
















