A partir de 1 de abril, milhões de contribuintes começam a entregar as suas declarações de IRS na esperança de garantir um reembolso maior. No entanto, há certos erros que se cometem no preenchimento da mesma que influenciam diretamente o valor a receber. Saiba neste artigo um deles que é muito importante que tenha em conformidade de modo a ser reembolsado com a maior celeridade possível.
O IBAN
A secretária de Estado dos Assuntos Fiscais, Cláudia Reis Duarte, alerta para a importância de os contribuintes confirmarem ou indicarem corretamente o IBAN na declaração do IRS. Segundo a governante, muitas declarações sofrem atrasos no processamento devido a erros ou omissões nesta informação bancária.
Em entrevista à agência Lusa, Cláudia Reis Duarte sublinha que um dos principais motivos para a demora na liquidação do imposto é precisamente a falta de atenção ao IBAN. “Há muitas declarações cujo processamento acaba por ser atrasado por erros ou lapsos na confirmação do IBAN”, afirma.
Recomenda-se que faça o mais rápido possível
A campanha de entrega do IRS deste ano decorre entre 1 de abril e 30 de junho. A governante apela aos contribuintes para que não deixem esta obrigação para os últimos dias, de forma a evitar problemas de congestionamento ou eventuais dificuldades na submissão online.
“Não deixarem para os últimos dias por forma a que não haja nenhum tipo de constrangimentos na entrega”, aconselha a secretária de Estado, reforçando a importância de um planeamento atempado para evitar imprevistos.
Mudanças legislativas
A versão deste ano da declaração do IRS não apresenta alterações significativas na forma de preenchimento. No entanto, houve mudanças legislativas que influenciam o cálculo do imposto, nomeadamente no âmbito do programa Regressar e do IRS Jovem. Segundo Cláudia Reis Duarte, estas alterações já estão refletidas nos formulários, pelo que os contribuintes apenas precisam de garantir que preenchem corretamente a declaração e verificam os dados antes da submissão.
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Uma das novidades
Uma das novidades deste ano é a possibilidade de consignar 1% do IRS a instituições de solidariedade, culturais, religiosas ou ambientais. Esta medida resulta da decisão do parlamento de aumentar a percentagem da consignação, duplicando-a em relação aos anos anteriores.
“O papel muito relevante que estas instituições desempenham na economia e na sociedade merece ser reconhecido”, refere a secretária de Estado, incentivando os contribuintes a fazerem esta escolha ao preencher a declaração.
Aumento dos contribuintes que consignaram a instituições
No ano passado, 1.015.864 contribuintes optaram por consignar uma parte do seu imposto, o que resultou num montante total de 37,4 milhões de euros distribuídos por mais de cinco mil instituições. Em comparação com o ano anterior, registou-se um aumento tanto no número de contribuintes que escolheram esta opção como no valor atribuído, que em 2022 foi de 33,2 milhões de euros, provenientes de 920.211 declarações.
A consignação de IRS é uma forma simples de apoiar causas sociais sem qualquer custo para o contribuinte. O valor indicado é retirado do imposto que iria para o Estado e encaminhado para a entidade escolhida. Além disso, esta opção não tem impacto no reembolso dos contribuintes, sendo uma maneira eficaz de contribuir para o bem-estar da comunidade.
Declarar corretamente todos os rendimentos e despesas
Outro aspeto essencial é a importância de garantir que todos os rendimentos e despesas relevantes são corretamente declarados, de forma a evitar divergências que possam levar a correções ou processos morosos por parte da Autoridade Tributária, refere a Human Resources Portugal.
Simulação do IRS
A possibilidade de simulação do IRS, disponível no portal da AT, é uma ferramenta útil para ajudar os contribuintes a planear melhor a sua declaração e prever o impacto no seu orçamento. Para garantir uma entrega sem problemas, é recomendável que os contribuintes revisitem os seus dados pessoais e fiscais antes da submissão, assegurando que estão atualizados e corretos. Assim, ao cumprir todas estas boas práticas, os contribuintes poderão evitar atrasos no processamento da sua declaração e garantir que recebem eventuais reembolsos no menor tempo possível.
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