Há uma aldeia de montanha na Serra da Estrela que muitos apelidam de “Suíça portuguesa”: encaixada num vale de origem glaciar, com paisagens quase alpinas e uma praia fluvial de águas cristalinas, voltou a despertar curiosidade depois de receber um selo internacional de turismo rural. A localidade é Loriga, no concelho de Seia, distinguida pela ONU Turismo como uma das “Best Tourism Villages 2025”.
A distinção foi anunciada a 17 de outubro de 2025, em Huzhou (China), e colocou Loriga ao lado de Mértola e Vila Nogueira de Azeitão entre as localidades portuguesas reconhecidas na edição de 2025.
O selo valoriza critérios como recursos naturais e culturais, sustentabilidade e governação turística, num programa que pretende destacar destinos rurais com identidade e potencial de desenvolvimento equilibrado.
Porque é que lhe chamam “Suíça portuguesa”
A alcunha não é marketing recente: de acordo com o jornal espanhol AS, Loriga é descrita como “Suíça portuguesa” pelo enquadramento paisagístico que evoca os Alpes, com montanhas, linhas de água e um vale de origem glaciar que marca toda a paisagem.
A aldeia está a cerca de 770 metros de altitude e integra a rede de Aldeias de Montanha, num território onde o inverno e a neve ainda moldam a forma como se olha para a serra.
E há um detalhe que reforça a “comparação alpina”: a própria praia fluvial de Loriga está instalada num vale glaciar, algo que entidades oficiais do turismo regional destacam como único no país.
A praia fluvial de Loriga e a água “gelada” da Estrela
A Praia Fluvial de Loriga, na Ribeira de Loriga, é apontada como imperdível pelo seu enquadramento e pelas águas límpidas, e também pela temperatura, geralmente fria, típica da Serra da Estrela.
O cenário é de postal: rochas graníticas, vegetação de montanha e pequenas zonas de banho que atraem visitantes no verão, sobretudo para quem procura fugir ao calor do litoral.
Para além do banho, a zona é muito procurada para caminhadas e para fotografia de natureza, precisamente porque o vale e a ribeira criam um corredor natural diferente do resto da serra.
O que muda com o selo “Best Tourism Villages 2025”
A distinção da ONU Turismo tende a ter um efeito imediato: aumenta a procura e coloca a aldeia no radar de quem planeia escapadinhas de montanha e turismo de natureza, dentro e fora de Portugal.
Do lado português, o Turismo de Portugal confirma a escolha de Loriga, Mértola e Vila Nogueira de Azeitão para 2025 e refere ainda que Quintandona (Penafiel) foi selecionada para o “Upgrade Programme”, destinado a territórios com elevado potencial para evoluir em turismo sustentável.
Na prática, este tipo de selo funciona como “carimbo de confiança” para quem procura destinos menos massificados, mas com infraestruturas e estratégia de acolhimento que não dependem apenas do improviso.
O essencial antes de ir
Loriga fica no concelho de Seia e é uma boa base para explorar a Serra da Estrela, sobretudo se o objetivo for combinar natureza, aldeia e rios, com a ressalva óbvia de que, no verão, a praia fluvial pode encher e convém chegar cedo.
Segundo o AS, se a visita for em época fria, o encanto muda: o vale e a altitude trazem temperaturas baixas e, por vezes, neve nas zonas altas, o que pede roupa adequada e atenção ao estado das estradas.
No fim, Loriga é isso mesmo: uma aldeia pequena com “paisagem grande”, onde o vale glaciar e a ribeira fazem o trabalho todo, e agora com um selo internacional que a coloca, oficialmente, no mapa do turismo rural de referência.
Leia também: Duas torres ‘gigantes’ vão ser construídas nesta cidade portuguesa: este será o valor mínimo dos apartamentos
















