“Equipe-se a rigor”: se conduz mota, este é o equipamento que deve mesmo usar para circular com mais segurança, segundo o alerta deixado pela PSP, que voltou a lembrar que a proteção do motociclista começa antes de ligar o motor.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a mensagem foi reforçada esta segunda-feira pela Polícia de Segurança Pública, numa publicação dedicada aos condutores de motociclos, com um apelo claro ao uso correto do equipamento de proteção. A autoridade sublinha que estes elementos não são um acessório nem um detalhe estético, mas uma necessidade essencial para reduzir as consequências de um acidente.
Num veículo de duas rodas, a vulnerabilidade é sempre maior do que num automóvel, desde logo por não existir habitáculo de proteção. Por isso, a escolha do que vestir e do que usar antes de arrancar pode fazer diferença em caso de queda ou colisão.
Capacete continua a ser a peça mais importante
O primeiro elemento destacado pela PSP é o capacete, que é obrigatório e deve ser homologado, estar devidamente ajustado à cabeça e corretamente apertado. A força de segurança recorda ainda que um capacete bem colocado pode reduzir em 40% o risco de morte em caso de acidente.
Mais do que cumprir uma regra, usar o capacete da forma certa é uma questão de proteção real. Um capacete mal ajustado ou mal apertado pode perder eficácia precisamente no momento em que mais faz falta.
A PSP chama também a atenção para a roupa usada na condução. O ideal é optar por peças claras ou refletoras e, sempre que possível, com proteção adequada, porque isso ajuda a tornar o motociclista mais visível para os restantes condutores e oferece uma barreira adicional em caso de acidente.
Luvas e botas não são opcionais
Outro ponto sublinhado pela polícia são as luvas. As mãos estão entre as primeiras partes do corpo a tocar no asfalto numa queda, o que significa que circular sem proteção aumenta o risco de ferimentos graves, escoriações e queimaduras por fricção.
Nos pés, a recomendação é igualmente clara: nada de calçado aberto ou soluções improvisadas. As botas ajudam a proteger pés e tornozelos, duas zonas muito expostas em caso de despiste ou impacto.
A ideia central da PSP é simples: na mota, o corpo do condutor é o verdadeiro para-choques. Isso significa que o equipamento de proteção deve ser visto como parte integrante da condução e não como algo secundário, dispensável em dias quentes ou em percursos curtos.
Segurança começa antes da viagem
A recomendação final passa por verificar sempre o equipamento antes de sair. Capacete homologado, roupa visível e com proteção, luvas e botas formam a base mínima para uma condução mais segura e responsável.
Num tempo em que as autoridades continuam a insistir na prevenção rodoviária junto dos motociclistas, a mensagem repete-se sem margem para dúvidas: quem conduz uma mota deve equipar-se a rigor, porque a diferença entre um susto e uma tragédia pode começar muito antes de a chave entrar na ignição.
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