A Câmara Municipal de Lisboa vai restringir a circulação de veículos de transporte individual e remunerado de passageiros, conhecidos como TVDE, em várias zonas da cidade, prevendo ainda a eletrificação total da frota até 2030.
De acordo com o site da SIC Notícias, a medida surge no âmbito de um acordo com as plataformas digitais Uber e Bolt e tem como objetivo reduzir a pressão sobre o trânsito e melhorar a circulação nos corredores BUS.
Zonas centrais e turísticas em destaque
O plano prevê a criação de zonas onde não será possível iniciar ou terminar viagens, conhecidas como zonas vermelhas.
Estas englobam artérias centrais da cidade como a Avenida da Liberdade, a Avenida da República e a Praça do Marquês de Pombal, assim como áreas de forte atração turística, incluindo o Príncipe Real e a Rua do Ouro.
Segundo a mesma fonte, esta medida procura aliviar os pontos mais congestionados da capital e acelerar a circulação da Carris, que nos últimos anos tem registado perda de velocidade nos principais corredores.
Zonas azuis concentram veículos em pontos estratégicos
Paralelamente, o acordo estabelece zonas azuis, concebidas de forma semelhante às praças de táxi, concentrando os veículos TVDE em pontos estratégicos e facilitando o acesso a passageiros sem saturar o trânsito nas zonas críticas.
Estas áreas permitirão às plataformas organizar melhor as viagens e reduzir o impacto na mobilidade urbana, segundo a SIC Notícias.
Frota elétrica até 2030
Outra das metas definidas passa pela transição gradual da frota TVDE para veículos elétricos, com marcos progressivos já a partir deste ano, até atingir a eletrificação total em 2030.
A Câmara de Lisboa considera esta medida essencial para reduzir a poluição e modernizar o serviço prestado pelas plataformas digitais.
Atualmente, circulam cerca de 10 mil veículos TVDE na capital, muitos dos quais provenientes de concelhos vizinhos, aumentando a densidade de tráfego em áreas sensíveis.
Reação dos motoristas
Os condutores da Uber e da Bolt já manifestaram preocupação com as restrições, defendendo que as limitações poderão afetar a atividade e a disponibilidade de serviços, sobretudo nas zonas centrais.
A medida, porém, insere-se numa estratégia mais ampla de ordenamento urbano e sustentabilidade, alinhada com os objetivos de mobilidade verde definidos pela autarquia.
Monitorização e ajustes futuros
Segundo a mesma fonte, o acordo com as plataformas foi desenhado de forma a equilibrar as necessidades dos condutores, dos utilizadores e da cidade, procurando soluções que permitam manter a oferta de transporte ao mesmo tempo que se minimizam os congestionamentos e se acelera a circulação do transporte público.
A Câmara Municipal reforça que o cumprimento destas novas regras será monitorizado e ajustado conforme a evolução do tráfego e a adesão dos condutores às zonas estabelecidas.
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