A possibilidade de uma descida nos preços dos combustíveis começa a ganhar força, numa altura em que o mercado petrolífero regista uma queda acentuada. O movimento surge após um alívio das tensões no Médio Oriente, com impacto direto nas cotações internacionais.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a tendência é de descida, já na próxima semana, ainda que sem valores fechados. A mesma fonte indica que o comportamento do mercado nos próximos dias será determinante para confirmar a dimensão dessa redução.
Petróleo reage a sinais de descompressão
A descida do preço do Brent crude oil, referência para o mercado europeu, foi expressiva, com uma queda superior a 15%, fixando-se abaixo da fasquia simbólica dos 100 dólares por barril. Este recuo acontece após sinais de descompressão no conflito que envolve o Irão e os Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou a suspensão temporária de ações militares, abrindo espaço a negociações. Do lado iraniano, também houve disponibilidade para um cessar-fogo condicionado, incluindo a reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo a nível mundial.
Este canal marítimo é crítico para o fluxo energético global. Sempre que há risco de bloqueio, os preços disparam. Quando esse risco diminui, como agora, o mercado reage em sentido inverso.
Impacto nos combustíveis em Portugal
Apesar da forte descida no petróleo, os preços nas bombas não acompanham de imediato estas variações. Existe um desfasamento temporal que pode ir de alguns dias a uma semana, dependendo da evolução do mercado e das políticas comerciais das distribuidoras.
Ainda assim, o cenário atual abre margem para uma revisão em baixa já no início da próxima semana. A tendência é sustentada pela retirada do chamado prémio de risco, que tinha inflacionado os preços nas últimas semanas devido à instabilidade geopolítica.
Importa sublinhar que, antes desta correção, o petróleo acumulava uma valorização de cerca de 70% desde o início do conflito, no final de fevereiro. Parte da descida agora observada corresponde, por isso, a um ajuste após um período de forte subida.
O comportamento dos investidores também reflete uma expectativa de estabilização. No entanto, analistas alertam que o mercado continua sensível a qualquer alteração no terreno, sobretudo no que diz respeito à circulação no Estreito de Ormuz.
Segundo a mesma fonte, só com a confirmação de uma retoma efetiva do tráfego marítimo naquela região será possível consolidar esta tendência de descida. Até lá, os movimentos podem ser voláteis e sujeitos a inversões rápidas.
















