Portugal poderá vir a adotar, nos próximos anos, um novo tipo de sinalização rodoviária associado a faixas reservadas a veículos com mais do que um ocupante. O objetivo é claro: incentivar a partilha de carro e reduzir o número de viaturas em circulação. A medida já é aplicada em várias cidades europeias e começa agora a levantar dúvidas entre condutores, sobretudo por causa da forma como é sinalizada.
De acordo com a Executive Digest, que cita o Automonitor, site especializado em mobilidade e setor automóvel, estas vias, conhecidas como HOV, permitem apenas a circulação de veículos com dois ou mais ocupantes. A lógica é simples. Ao privilegiar quem partilha o carro, espera-se uma redução do congestionamento e das emissões poluentes, sobretudo em áreas urbanas mais pressionadas pelo tráfego.
Um modelo ainda fora das estradas portuguesas
Em Portugal, ainda não existe uma implementação generalizada deste modelo. Há, no entanto, exemplos de faixas reservadas, como os corredores BUS em cidades como Lisboa e Porto, que já limitam o acesso a determinados veículos. A diferença está no critério. Em vez de autorizações específicas ou tipo de transporte, o acesso passa a depender do número de pessoas dentro do veículo.
A questão que tem gerado maior confusão não está tanto na regra, mas na sua identificação na estrada. Em vários países europeus, estas faixas são assinaladas com um símbolo simples, um losango branco sobre fundo azul. Apesar da simplicidade, muitos condutores não reconhecem o seu significado, o que tem levado a infrações involuntárias.
Espanha opta por outro caminho na sinalização
Em Espanha, por exemplo, a situação é diferente. As autoridades optaram por não adotar esse símbolo e utilizam sinalização própria, onde é indicado de forma explícita o número mínimo de ocupantes exigido. Ainda assim, o princípio mantém-se e a fiscalização é apertada.
O incumprimento das regras pode resultar em coimas que chegam aos 200 euros. A verificação é feita através de câmaras e sistemas automáticos, capazes de identificar o número de ocupantes em cada veículo. Este tipo de controlo tem vindo a ser reforçado em várias cidades europeias, acompanhando a aposta em soluções tecnológicas para gerir o tráfego.
Uma tendência europeia que pode chegar a Portugal
A eventual adoção deste modelo em Portugal surge num contexto mais amplo de convergência com políticas europeias de mobilidade urbana. A pressão para reduzir emissões e melhorar a fluidez do trânsito tem levado vários países a testar soluções que incentivem comportamentos mais eficientes por parte dos condutores.
Segundo a mesma fonte, a introdução destas faixas poderá vir a ser equacionada no país, embora ainda sem um calendário definido. Para já, o tema permanece em aberto. Mas uma coisa é certa: caso avance, conhecer a sinalização será essencial para evitar multas e adaptar a condução a uma nova realidade nas estradas portuguesas.
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