Há uma nova marca chinesa nas estradas portuguesas e os planos para os próximos anos estão longe de ser discretos. A Geely chegou oficialmente a Portugal pela mão do Grupo Salvador Caetano e pretende disponibilizar 18 modelos no mercado nacional até 2028.
Apesar de o nome Geely ainda não ser tão conhecido entre os portugueses como BYD ou MG, o grupo chinês por detrás da marca tem uma dimensão considerável e está ligado a vários fabricantes já conhecidos dos condutores europeus, de acordo com a Luso Motores.
O Zhejiang Geely Holding Group controla, entre outras, marcas como Volvo, Polestar e Lotus e tem participações noutros fabricantes. Em 2025, o grupo vendeu mais de quatro milhões de automóveis em todo o mundo.
Começa com três modelos em Portugal
A estreia da Geely no mercado português é feita com três propostas eletrificadas: E2, E5 e Starray EM-i.
O E2 é a opção mais pequena e acessível. Trata-se de um compacto 100% elétrico, com cinco lugares e duas opções de bateria, permitindo uma autonomia anunciada em ciclo WLTP entre 252 e 345 quilómetros.
Já o E5 é um SUV totalmente elétrico. Conta com 218 cv e uma bateria de cerca de 60 kWh, oferecendo até 430 quilómetros de autonomia WLTP anunciada pela marca.
A terceira proposta é diferente. O Starray EM-i é um SUV híbrido plug-in que combina um motor a gasolina de 1,5 litros com um motor elétrico e oferece 262 cv de potência combinada. A autonomia total anunciada pode chegar aos 1.055 quilómetros.
Quer chegar aos 18 modelos até 2028
Os três automóveis são apenas o início da ofensiva. A Geely pretende ter nove modelos disponíveis em Portugal até ao final de 2027 e aumentar a gama para 18 modelos em 2028.
Entre as novidades previstas encontra-se um B-SUV que deverá estar disponível com três tipos de motorização: híbrida convencional, híbrida plug-in e totalmente elétrica.
Até ao final de 2027, os planos apontam para uma gama nacional composta por quatro modelos elétricos, quatro híbridos plug-in e um híbrido convencional.
A dimensão da aposta fica ainda mais clara quando comparada com a gama atual. Em pouco mais de dois anos, a marca pretende passar das três propostas iniciais para 18.
Objetivo começa nos 1% do mercado
Antes de procurar números mais elevados, a primeira meta assumida pela Geely passa por alcançar uma quota de 1% do mercado. Em Portugal, isso representaria cerca de dois mil automóveis por ano, segundo as contas apresentadas pela marca.
Para 2026, o objetivo passa por comercializar cerca de mil unidades até ao final do ano. A expansão não será feita apenas através da chegada de novos carros.
A marca arrancou com uma rede de cerca de 15 concessionários e prevê chegar facilmente aos 25 pontos de venda durante 2027, procurando aproximar a assistência e o pós-venda dos clientes portugueses.
Nome é novo em Portugal, mas o grupo não é
A Geely entrou na indústria automóvel em 1997 e tornou-se no primeiro fabricante automóvel privado da China, num mercado que até então era dominado por empresas estatais.
Desde então, o grupo expandiu-se através de marcas próprias, aquisições e participações em fabricantes europeus. É precisamente essa dimensão que faz com que a chegada da Geely a Portugal seja diferente da entrada de uma pequena marca desconhecida.
Agora, o objetivo passa por tornar o próprio nome Geely reconhecido entre os consumidores portugueses. E, se o calendário anunciado for cumprido, os atuais três modelos serão rapidamente acompanhados por muitos outros: a marca pretende ter 18 propostas à venda em Portugal até 2028.
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