Nos modelos mais recentes, os espelhos retrovisores laterais recolhem-se automaticamente quando o condutor desliga o carro. Mas, apesar de parecer uma comodidade moderna, essa funcionalidade pode trazer consequências inesperadas, e nem sempre positivas. Isto porque, com os espelhos recolhidos, o veículo parece mais estreito aos olhos de outros condutores, levando-os a aproximarem-se demasiado durante as manobras. Um detalhe aparentemente inofensivo que pode custar caro se não for bem ponderado.
A evolução tecnológica nos automóveis tem transformado rotinas ao volante, desde sensores de estacionamento até sistemas de assistência à condução. Uma dessas inovações, aparentemente inofensiva, é o fecho automático dos retrovisores exteriores. Presentes em muitos carros atuais, recolhem-se assim que o motor é desligado, reduzindo a largura do veículo.
O efeito visual que pode proteger o seu carro
Apesar da utilidade em locais apertados ou junto a pilares, esta função pode ter um efeito contrário ao pretendido. De acordo com especialistas citados pelo jornal 20 Minutos, manter os espelhos abertos pode dissuadir outros condutores de se aproximarem demasiado durante as manobras, uma vez que os retrovisores aumentam a perceção da largura do carro. Ao manter essa presença visual, é mais provável que os outros veículos deixem uma margem de segurança maior.
Por isso, em modelos mais antigos, onde o fecho dos espelhos é manual, muitos condutores optam por dobrá-los sempre que saem do carro. No entanto, essa prática pode estar a expor a carroçaria a riscos acrescidos, sobretudo em zonas de estacionamento apertadas ou com tráfego intenso.
O truque para proteger as jantes ao estacionar
Há ainda uma funcionalidade associada aos retrovisores que pode ajudar quem teme danificar as jantes ao estacionar. Segundo o site Autobild, alguns modelos ajustam automaticamente o espelho lateral direito ao engatar a marcha-atrás, inclinando-o para baixo. Isso permite ver com mais precisão a distância até ao passeio.
Caso o veículo não disponha dessa funcionalidade automática, é possível fazê-lo manualmente: basta selecionar o espelho certo e ajustá-lo de modo a visualizar o alinhamento das rodas com o passeio. Após a manobra, o espelho pode ser recolocado na posição habitual.
Recolher ou não recolher: depende do local
A decisão de fechar ou não os espelhos deve, por isso, depender do contexto. Em parques de estacionamento estreitos ou ao lado de obstáculos fixos, pode ser vantajoso reduzir a largura do carro. Mas em ruas movimentadas, onde a passagem de outros veículos é constante, manter os espelhos abertos pode, paradoxalmente, ajudar a evitar riscos na pintura.
Mais conforto, mas nem sempre mais segurança
A automatização de processos nos automóveis tem trazido conforto e eficiência, mas nem sempre substitui o bom senso do condutor. Funções como o fecho dos espelhos são úteis, mas o seu uso deve ser ponderado consoante o ambiente e as circunstâncias.
Como tantas outras tecnologias, também esta tem nuances que escapam à primeira vista. Por isso, da próxima vez que sair do carro, talvez valha a pena pensar duas vezes antes de deixar os espelhos recolhidos.
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