O estacionamento em Lisboa pode entrar numa nova fase, com a cidade a estudar um modelo mais digital e menos dependente de equipamentos físicos no espaço público, conhecidos como parquímetros. A mudança encaixa na tendência de desmaterialização dos pagamentos e na tentativa de simplificar a gestão da via pública.
A EMEL quer avançar com um projeto-piloto para eliminar parquímetros numa zona da cidade, ainda não identificada publicamente, e avaliar o impacto dessa decisão no comportamento dos utilizadores, na rotação dos lugares e na eficiência operacional.
No Plano de Atividades e Orçamento 2026-2029, a empresa diz também que mais de 70% das transações de estacionamento na via pública já são feitas por meios eletrónicos.
Menos máquinas, mais pagamento digital
A aposta num sistema mais digital não surgiu agora. Num plano anterior, a própria EMEL descrevia os parquímetros como uma ocupação relevante do espaço público e dizia ter mais de 3.100 equipamentos instalados na área sob sua gestão, além de mais de 40 trabalhadores ligados a operações exclusivamente relacionadas com estes aparelhos.
Nesse mesmo documento, a empresa explicava que os parquímetros estão expostos a avarias, vandalismo e até roubos, o que obriga a uma atenção permanente. Já no Relatório e Contas 2024, a EMEL volta a assinalar que muitas destas avarias decorrem de atos de vandalismo.
Mudança não será imediata em toda a cidade
Apesar deste projeto-piloto, a informação oficial mostra que Lisboa ainda está numa fase de transição. No site da EMEL continuam a surgir vários meios de pagamento para o estacionamento na via pública, incluindo numerário, MB WAY, ePark, Via Verde Estacionar, Telpark, paySimplex e Easypark.
Além disso, em fevereiro deste ano, a empresa anunciou o alargamento do pagamento por MB WAY a mais 67 parquímetros, elevando para 853 o número de equipamentos com essa opção. No Relatório e Contas 2024, a EMEL já indicava que esta solução tinha sido alargada a quase 800 parquímetros ao longo do ano passado.
Para já, o que está oficialmente assumido é um teste localizado, e não o desaparecimento imediato dos parquímetros em toda a cidade. O objetivo declarado pela EMEL é perceber se a ausência destas máquinas melhora a experiência dos utilizadores, beneficia a operação e reduz custos.
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