A Junta de Freguesia de Salir promoveu, nos dias 27 e 28 de abril e 4 de maio, mais uma edição do projeto “Espiga Pedagógica”, iniciativa que percorreu várias escolas do concelho com o objetivo de aproximar as novas gerações da cultura rural da Serra do Caldeirão.
O projeto pretende sensibilizar os alunos para a importância histórica e cultural da Festa da Espiga, reforçando a ligação entre a comunidade escolar e as tradições da região.
Simbolismo do ramo da espiga explicado aos mais novos
Durante as sessões, os participantes tiveram contacto direto com usos e costumes antigos, conhecendo o significado do tradicional “Ramo da Espiga”, composto por elementos como o trigo, a papoila, o pampilho, a oliveira, a videira e o alecrim.

A iniciativa procurou transmitir o valor simbólico destes elementos, promovendo o conhecimento do património imaterial e incentivando a sua preservação junto das novas gerações.
O presidente da Junta de Freguesia de Salir, Francisco André, sublinha que “a ‘Espiga Pedagógica’ é um investimento no futuro da nossa identidade; não queremos apenas que as crianças saibam que existe uma festa, mas que compreendam o esforço e o simbolismo que os nossos antepassados colocavam em cada ramo e em cada gesto agrícola; ao levarmos este conhecimento às escolas, estamos a garantir que a chama da Festa da Espiga continuará viva e autêntica pelas mãos das gerações que se seguem.”
Festa da Espiga regressa a Salir a 14 de maio
A Junta de Freguesia agradece a colaboração de diretores, professores e alunos que participaram na iniciativa, destacando o entusiasmo demonstrado ao longo das sessões.

A Festa da Espiga, considerada um dos maiores certames etnográficos da região, terá o seu ponto alto na Quinta-feira de Ascensão, a 14 de maio, em Salir, no concelho de Loulé, onde muitos dos alunos envolvidos poderão agora participar com maior consciência do valor das suas raízes.
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