O Museu Municipal de Faro (MMF), em parceria com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), inaugura a exposição “Olhar a Paisagem a partir das coleções do MNAA”, integrada no programa “MNAA está aqui”.
A mostra propõe uma viagem artística por cerca de cinco séculos de história da arte, estabelecendo um diálogo entre obras do acervo do MNAA e expressões modernistas pertencentes à coleção do Museu Municipal de Faro.
Entre as peças em destaque encontram-se obras como Mês de Abril, de Baltazar Gomes Figueira e Josefa de Ayala, Leda e o Cisne, de Vieira Portuense, bem como trabalhos de artistas internacionais como Joos de Momper II e Jules Dupré.
Segundo a organização, a exposição parte “da noção de paisagem enquanto construção do olhar”, refletindo sobre as diferentes formas de representação da natureza ao longo do tempo.
Exposição promove diálogo entre coleções e épocas artísticas
A mostra pretende evidenciar a afirmação da pintura de paisagem enquanto campo autónomo da criação artística, reunindo diferentes perspetivas sobre natureza, arquitetura e prática pictórica.
A iniciativa assume-se também como “um convite ao cruzamento de perspetivas, ao diálogo entre coleções e à (re)descoberta do património artístico preservado por ambas as instituições”.
O projeto integra o programa “MNAA está aqui”, criado no contexto do encerramento temporário do Museu Nacional de Arte Antiga para obras inseridas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Programa leva obras do MNAA a museus de todo o país
Com cerca de 40 mil peças sob tutela, o Museu Nacional de Arte Antiga tem vindo a promover a circulação do seu acervo por diversas instituições museológicas de norte a sul do país, incluindo Açores e Madeira.
Criado em 1884, o MNAA alberga a mais relevante coleção pública de arte em Portugal, reunindo obras de pintura, escultura e artes decorativas portuguesas, europeias e da Expansão, entre a Idade Média e o século XIX.
Entre as peças mais emblemáticas do museu destacam-se os Painéis de São Vicente, de Nuno Gonçalves, a Custódia de Belém, os Biombos Namban e obras de artistas como Bosch, Dürer, Rafael e Memling.
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