A Administração Central do Sistema de Saúde, a Unidade Local de Saúde do Algarve, a Associação de Municípios Loulé/Faro e as câmaras municipais de Loulé e Faro assinaram esta sexta-feira uma adenda ao Acordo Estratégico do Hospital Central do Algarve, destinada a assegurar as acessibilidades e as infraestruturas exteriores do futuro equipamento hospitalar.
A assinatura, presidida pela ministra da Saúde, Ana Paula Martins, formaliza o envolvimento direto dos dois municípios na concretização de uma infraestrutura há muito reivindicada para a região e cuja conclusão está prevista para 2031.

O compromisso prevê um financiamento conjunto de um milhão de euros, dividido em partes iguais, para garantir os acessos ao hospital e as zonas de estacionamento, bem como as redes de água e esgotos, gás, eletricidade, comunicações e iluminação pública.
A este investimento acrescem perto de 10 milhões de euros já aplicados na aquisição dos terrenos do Parque das Cidades onde o Hospital Central do Algarve será construído. Está ainda prevista a compra de mais terrenos, num valor que poderá aproximar-se dos dois milhões de euros.
Autarcas defendem avanço do projeto sem novos adiamentos
Os presidentes das câmaras de Loulé e Faro, Telmo Pinto e António Pina, respetivamente, destacaram a importância do futuro hospital para toda a região e defenderam que o processo deve avançar sem novos adiamentos.
“Um Serviço Nacional de Saúde forte e robusto é aquele que responde às necessidades reais de todas as regiões, e o Algarve, que tanto contribui para o Produto Interno Bruto deste país, que acolhe milhões de visitantes todos os anos, não pode continuar a ser a única região do país sem um Hospital Central”, afirmou Telmo Pinto, presidente da Câmara Municipal de Loulé.

Por seu lado, António Pina salientou que os municípios de Faro e Loulé têm sido chamados a contribuir “mais do que os outros” para este esforço, sublinhando que isso “não significa que os louletanos ou os farenses tenham direito a mais saúde que todos os algarvios”.
Ministra da Saúde considera hospital “inadiável”
Ana Paula Martins recordou que o projeto do Hospital Central do Algarve conta já com mais de 23 anos e reconheceu que a região esteve durante muito tempo menos presente nas prioridades políticas na área da saúde.
“O Algarve, durante muito tempo, era um código postal menos presente na agenda política na área da saúde. É inadiável que o Hospital e outros processos, como garantir a cobertura nos cuidados de saúde primários em toda a região, se desenvolvam”, afirmou a ministra da Saúde.
A governante destacou igualmente o papel dos municípios na atração e fixação de profissionais de saúde no Algarve e considerou que o futuro hospital será um dos equipamentos mais relevantes do Serviço Nacional de Saúde pela “componente científica e de desenvolvimento em termos do cluster da saúde”.
Numa região com ensino universitário e formação ligada à saúde, o novo hospital poderá ainda trazer “uma perspetiva de desenvolvimento nacional e internacional”, frisou Ana Paula Martins.
Concurso para projeto e construção já terminou
Tiago Botelho, presidente da Unidade Local de Saúde do Algarve, anunciou que terminou há poucos dias o concurso destinado a selecionar a entidade responsável pelo projeto, construção e manutenção do Hospital Central do Algarve.
O responsável agradeceu o envolvimento das autarquias na “repartição de responsabilidades e encontro desta solução” e considerou que o processo está a avançar através de medidas concretas.

“Cada dia estamos mais perto, com passos concretos, de termos um novo hospital. Os algarvios merecem, os profissionais de saúde precisam de instalações à altura dessa excelência”, afirmou Tiago Botelho.
Segundo o Município de Loulé, este novo compromisso de âmbito regional junta-se ao investimento realizado pelo concelho na área da saúde. Nos últimos anos, a autarquia investiu mais de 17,5 milhões de euros na modernização de infraestruturas locais, entre as quais o Centro de Saúde Universitário, o edifício do INEM e a requalificação dos centros de saúde de Loulé, Quarteira, Almancil e Tôr.
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