A peça “O pior professor do mundo”, do Lama Teatro, regressa a Lisboa nos dias 26 e 27 de setembro, para duas apresentações na Boutique Cultura, num espetáculo que procura sublinhar a importância do exercício do direito de voto, anunciou a companhia sediada em Faro.
Inspirado na história de Carolina Beatriz Ângelo, a primeira mulher a votar em Portugal, o espetáculo aborda temas como a democracia, o voto e a memória dos professores que deixam marca no percurso dos alunos, acrescenta o Lama Teatro.
A partir de uma ideia de João de Brito, que também encena e interpreta, o espetáculo tem texto de Diana Costa e Silva, Hugo Van der Ding e João de Brito, e já passou por dezenas de escolas e palcos de Portugal e também de Angola, Brasil, Cabo Verde e Macau.
Humor e democracia cruzam-se em palco
“O pior professor do mundo” regressa a Lisboa “para recordar que a História também pode ser contada com humor e que até o pior dos professores pode acabar por ensinar alguma coisa”, frisa a companhia teatral com sede na capital algarvia.
A peça gira em torno de um professor “excêntrico, aborrecido, apaixonado, severo e indisciplinado” que dá uma aula sobre Carolina Beatriz Ângelo, mas também vem ensina a dobrar uma folha de papel (o voto).
Metodicamente organizado, o professor faz-se sempre acompanhar por uma amiga, Teresa, e prefere arrumar o que tem à volta a lecionar. Todavia, acredita nas fichas de avaliação, nos testes e exames, e crê que as cábulas são a melhor ferramenta para o sucesso escolar.
Imparcial e justo, o professor trata todos os alunos pelo mesmo nome, Gabi, e ora os repreende ora lhes conta uma anedota, enquanto umas vezes exige silêncio e noutras até fala com plantas.
Os figurinos da peça, uma produção conjunta do Lama Teatro, Cineteatro Louletano e do Centro Cultural de Lagos, são de José António Tenente, e o desenho de luz, a direção técnica e a operação de Sincronia.
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