A Polícia Judiciária (PJ) localizou mais 524 quilos de cocaína na embarcação apreendida no âmbito da Operação ‘Valhalla’, escondidos em compartimentos do barco, elevando para quase duas toneladas o total de droga apreendida.
Em comunicado, a PJ esclareceu que os 524 quilos adicionais foram encontrados após uma busca técnica à embarcação, somando-se aos 1.384 quilos anteriormente apreendidos, fixando o total em 1.908 quilos de cocaína.
“No poço da corrente da fateixa (à proa), foram encontrados e apreendidos 22 fardos, contendo cada um 20 pacotes de produto estupefaciente, depois de removidos vários metros de corrente metálica. No interior da embarcação foi, também, possível localizar um saco com 20 pacotes de cocaína, disfarçado no interior de um compartimento”, explicou o comunicado.
Para além das quase duas toneladas de droga, na Operação ‘Valhalla’ foram ainda apreendidas duas embarcações e três viaturas em território nacional.
Carro funerário usado para transporte discreto
Em conferência de imprensa sobre a operação no dia 06 de fevereiro, a PJ adiantou que os alegados traficantes de droga detidos em Portimão recorriam a um carro funerário para transportar a cocaína na região sem levantar suspeitas.
“Durante as diferentes fases, [a organização fez] transportes discretos através da utilização de um carro funerário, que fazia movimentar a droga entre a embarcação e a casa de recuo”, disse, em conferência de imprensa na sede da PJ, em Lisboa, o coordenador de investigação criminal Vítor Ananias.
Destino final seria a Dinamarca
Segundo o responsável da Unidade Nacional da Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE) da PJ, a droga era descarregada na marina de Portimão e depois transportada para “uma residência próxima” da cidade, tendo presumivelmente como destino final a Dinamarca, de onde são nacionais nove dos 10 detidos no concelho algarvio.
O outro detido em Portugal é de nacionalidade letã e, na operação conjunta com a Polícia Marítima e as autoridades dinamarquesas e espanholas, foi ainda detida uma mulher em Copenhaga, Dinamarca.
Os suspeitos têm entre 20 e 65 anos e deslocar-se-iam a Portugal “exclusivamente com o fito de proceder à descarga de cocaína transportada pela embarcação de recreio entrada na marina da Portimão” e armazenada na casa de recuo localizada nas proximidades.
A droga será proveniente da América Latina e terá sido transferida em alto mar de uma outra embarcação para a que descarregaria a droga na marina de Portimão.
Os 10 detidos ficaram em prisão preventiva, adiantou na terça-feira o Ministério Público, estando os suspeitos indiciados da prática, em coautoria, de um crime de associação criminosa e outro de tráfico de estupefacientes agravado.
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