O ibuprofeno e o paracetamol estão entre os medicamentos mais comuns nas casas portuguesas. Usados frequentemente para tratar febre, dores musculares, de cabeça ou estados gripais, são muitas vezes tomados sem qualquer orientação médica. No entanto, há situações em que o seu uso pode não ser o mais adequado.
De acordo com o La Vanguardia, o médico de família Fernando Fabiani deixou um aviso claro sobre os riscos associados à utilização destes fármacos como resposta imediata para todo o tipo de sintomas.
Não são tratamentos curativos
Segundo a mesma fonte, o especialista sublinha que tanto o ibuprofeno como o paracetamol têm efeitos comprovados no alívio de sintomas, mas não curam a origem da doença.
“Se estiver com gripe, estes medicamentos vão ajudar a aliviar a dor de cabeça, melhorar a dor muscular e baixar a febre, mas não vão curar a doença”, afirmou o médico ao La Vanguardia.
Mascarar sintomas pode atrasar diagnósticos
Fernando Fabiani refere que o principal problema está na tendência para recorrer a estes medicamentos sem uma avaliação médica adequada.
A redução da dor ou da febre pode criar a ilusão de recuperação, quando a condição de base permanece por tratar.
Segundo a mesma fonte, este tipo de uso pode atrasar o diagnóstico de infeções ou complicações que exigem outros tratamentos.
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Efeitos secundários a considerar
O médico recorda que, embora sejam de venda livre, o uso prolongado ou excessivo de ibuprofeno e paracetamol acarreta riscos.
O La Vanguardia destaca que o paracetamol, em doses elevadas, pode afetar o fígado, enquanto o ibuprofeno está associado a problemas gástricos e renais, especialmente em pessoas com condições de saúde pré-existentes.
Avaliar antes de tomar
“O que precisa de ter em mente é se o medicamento é realmente necessário”, acrescenta o especialista. A toma deve ser ponderada consoante a intensidade dos sintomas, a sua duração e o histórico clínico da pessoa.
A mesma fonte recomenda que, sempre que possível, se recorra a orientação médica, sobretudo se os sintomas persistirem ou forem recorrentes.
Evitar o hábito da automedicação
Apesar de acessíveis e eficazes em contextos específicos, o ibuprofeno e o paracetamol não devem ser usados como resposta automática a qualquer desconforto.
Conforme escreve o La Vanguardia, a automedicação frequente pode levar a dependência destes fármacos e a tratamentos inadequados.
Um uso informado faz a diferença
Usar estes medicamentos de forma consciente e informada é essencial para preservar a sua eficácia e proteger a saúde a longo prazo.
O alerta do médico visa precisamente promover uma maior reflexão sobre quando e como se devem utilizar analgésicos e antipiréticos.
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