Um talhante espanhol, Mariano Sánchez Díaz, conhecido nas redes sociais como @el_as_carnicero e com mais de 33 anos de profissão, lançou um alerta sobre a compra de carne picada, defendendo que este é “o produto mais delicado de uma talho” e aconselhando os clientes a pedirem sempre para ver a carne a ser picada no momento.
A advertência foi divulgada num vídeo no TikTok, citada pelo portal espanhol HuffPost, e centra-se sobretudo na frescura e na forma como o produto é preparado.
“Nunca compres carne picada já feita sem saber quando foi picada”
No vídeo, o talhante começa com um aviso direto: “Nunca compres carne picada já feita sem saber quando se picou”, acrescentando que “o que me pode cair é muito grande, mas tenho de contar”.
Segundo Mariano Sánchez Díaz, a carne picada é mais sensível do que um bife ou um pedaço inteiro, por razões ligadas à conservação e ao manuseamento.
Porque é que a carne picada é mais delicada
A explicação apresentada assenta na forma como a carne se comporta depois de ser triturada: ao ser picada, “aumenta a superfície”, o que acelera a oxidação, reduz a durabilidade e torna mais evidente qualquer falha no processo.
Por isso, deixa um conselho prático para quem compra: evitar bandejas já preparadas quando não é possível saber há quanto tempo a carne foi picada.
A “chave” para comprar melhor: ver a máquina a trabalhar
O talhante insiste que o consumidor deve pedir ao profissional para picar a carne “à frente” de quem está a comprar. Para ele, a “carne picada boa” é a que é preparada no momento.
Nesse contexto, sublinha ainda o que, na sua perspetiva, não deve existir no produto: “misturas raras”, conservantes, sulfitos ou “restos acumulados de outros dias”.
“O que tu não vês também comes”
A mensagem é repetida como alerta principal: “A carne picada não perdoa”, afirma, justificando com a ideia de que aquilo que o cliente não consegue observar no processo pode acabar por ser consumido na mesma.
Ao mesmo tempo, faz questão de ressalvar que não está a dizer que “não se venda boa carne picada”, mas sim que o cliente deve saber “como pedir” e o que exigir.
O outro aviso: pesar antes ou depois de picar
Mariano Sánchez Díaz recorda também uma prática que, diz, pode prejudicar o consumidor: alguns profissionais pesarem a peça antes de a picarem e só depois entregarem a carne já triturada.
De acordo com o talhante, isso pode resultar em o cliente pagar mais do que aquilo que efetivamente leva, porque parte do produto fica retido na máquina.
O exemplo mostrado: de 725 gramas para 650
Para demonstrar o impacto, o talhante refere um caso em que uma peça pesava 725 gramas antes de ser picada e, depois do processo, a carne entregue ficava nas 650 gramas.
A diferença, explica, está ligada ao material que fica na máquina de picar, o que significa que o peso “final” pode ser inferior ao peso inicial da peça.
O procedimento que defende no seu talho
No mesmo conteúdo, Sánchez Díaz afirma que, no seu estabelecimento, o método é diferente: primeiro pica-se a carne e só depois se pesa, cobrando “só e exclusivamente” o que corresponde ao peso final.
A recomendação implícita para o consumidor é simples: confirmar se o talho pesa a carne antes ou depois de a picar, para evitar discrepâncias.
O que fica para o cliente
De acordo com o HuffPost, a mensagem do talhante pode resumir-se a dois pedidos: transparência no momento de preparação e atenção ao peso cobrado.
Para quem compra carne picada com frequência, o alerta deixa um conjunto de sinais a ter em conta, sobretudo quando não há informação clara sobre quando e como o produto foi preparado.
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