Com a subida das temperaturas, as vespas tornam-se mais visíveis em jardins, terraços e zonas de refeição ao ar livre. Embora sejam muitas vezes vistas como um incómodo, também têm um papel importante no equilíbrio do jardim, pois ajudam a controlar outros insetos e podem contribuir para a polinização. Por isso, antes de recorrer a químicos ou medidas mais drásticas, há quem procure soluções simples para tentar afastá-las das zonas mais frequentadas da casa.
Uma dica simples que tem circulado entre especialistas de jardinagem nas redes sociais consiste em pendurar um saco de plástico, de papel ou de serapilheira, moldado de forma a parecer um ninho de vespas.
A ideia passa por criar uma espécie de “ninho falso” numa zona estratégica do jardim, como junto a um telheiro, garagem, árvore ou espaço onde costuma fazer refeições ao ar livre.
Segundo esta teoria, algumas vespas sociais podem evitar instalar-se perto de uma área que aparenta já estar ocupada por outra colónia. De acordo com a Royal Horticultural Society (RHS), instituição britânica dedicada à jardinagem e à horticultura, este método deve ser visto como uma medida preventiva e não como uma garantia absoluta de que as vespas “nunca mais voltam”, já que a eficácia pode variar consoante a espécie, o local e a existência de comida ou abrigo nas proximidades.
Por que aparecem mais nos meses quentes?
O Museu de História Natural, em Londres, explica que as vespas sociais estão mais ativas nos meses quentes, altura em que há mais alimento disponível. As rainhas que sobrevivem ao inverno começam a formar novas colónias quando o tempo aquece, construindo primeiro pequenos ninhos que crescem progressivamente ao longo da primavera e do verão.
A RHS refere que as vespas sociais surgem sobretudo entre maio e outubro e podem fazer ninhos em cavidades escuras, telhados, buracos no solo, árvores, arbustos ou zonas exteriores de edifícios. Por isso, atuar cedo, antes de um ninho ficar bem estabelecido, pode reduzir problemas mais tarde.
Vespas nem sempre são inimigas do jardim
Apesar da má reputação, as vespas também podem ser úteis. A RHS sublinha que alimentam as larvas com lagartas, afídeos e outros invertebrados, ajudando a reduzir alguns danos nas plantas.
O Museu de História Natural acrescenta que, ao procurarem néctar, também podem transportar pólen de flor em flor, ainda que não sejam polinizadoras tão eficientes como as abelhas.
Cuidados a ter se já houver um ninho de vespas
Se já existir um ninho ativo perto de casa, o conselho muda. A British Pest Control Association (BPCA), associação profissional do Reino Unido que representa empresas e técnicos especializados no controlo de pragas, recomenda não tentar tratar ou remover um ninho por conta própria se não tiver formação adequada, sobretudo quando se trata de um ninho grande ou bem estabelecido.
A entidade lembra que os profissionais têm equipamento de proteção e produtos adequados para lidar com estas situações com maior segurança.
Assim, o saco pendurado pode ser uma tentativa simples, barata e sem químicos para desencorajar a instalação de ninhos em zonas sensíveis do jardim, mas não substitui a avaliação profissional quando há um ninho ativo, muitas vespas a entrar e sair do mesmo ponto ou risco para pessoas alérgicas a picadas.
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