A gestão da circulação em zonas costeiras tem vindo a ser alvo de novas medidas por parte das autarquias, com o objetivo de reduzir a pressão automóvel, melhorar a segurança e reorganizar o acesso às praias durante a época balnear. Em Almada, está em preparação uma intervenção que vai alterar o modelo de estacionamento e entrada na praia da Fonte da Telha.
De acordo com a agência de notícias Lusa, a Câmara Municipal de Almada pretende criar um novo sistema de mobilidade que retira os automóveis da zona junto ao areal, substituindo o acesso direto por bolsas de estacionamento exteriores e um transporte em “vaivém” até à praia.
Nova organização do estacionamento na Aroeira
Segundo a mesma fonte, o projeto prevê a criação de duas bolsas de estacionamento na zona da Aroeira, mais concretamente na avenida do Mar. Estes espaços servirão como ponto de chegada para os visitantes antes de seguirem até à Fonte da Telha.
A autarquia pretende também instalar um sistema de controlo de acessos, de forma a impedir a entrada de viaturas na praia quando a capacidade de estacionamento estiver esgotada.
Transporte em “vaivém” ainda em avaliação
O modelo de transporte entre os parques e a zona balnear será feito através de um sistema de “vaivém”, embora ainda não esteja totalmente definido o seu funcionamento. Conforme a mesma fonte, a solução poderá ser assegurada em articulação entre a Transportes Metropolitanos de Lisboa e a empresa Wemob.
Acrescenta a agência noticiosa que este serviço pretende garantir a ligação entre os parques exteriores e a praia, reduzindo o fluxo automóvel na zona costeira durante os períodos de maior afluência.
Obras já em preparação no terreno
A Câmara Municipal de Almada refere que os trabalhos já tiveram início com a limpeza e preparação dos terrenos destinados aos novos parques de estacionamento. Segundo a mesma fonte, esta fase inicial será seguida de intervenções adicionais ao longo dos próximos meses.
Explica a autarquia que o projeto poderá ser ajustado em função das necessidades verificadas no local, mantendo alguma flexibilidade na sua execução.
Infraestruturas complementares e custos previstos
O plano inclui ainda a instalação de uma rotunda de acesso, painéis informativos sobre a lotação dos parques e um sistema de cancelas para controlo da entrada de veículos. De acordo com a Lusa, o custo inicial da instalação das cancelas está estimado em cerca de 80.000 euros.
A obra inclui ainda a reorganização dos terrenos municipais que servirão de parques alternativos, numa fase inicial assegurada por meios próprios da autarquia.
Possível evolução do projeto até 2027
Segundo a Câmara Municipal de Almada, numa fase posterior estes parques poderão ser equipados com cancelas adicionais e estruturas de sombreamento, embora os custos ainda não estejam definidos. O modelo de mobilidade poderá ser ajustado ao longo do tempo.
Refere ainda a agência que a autarquia prevê que, em 2027, o projeto esteja consolidado e mais desenvolvido, após uma fase de adaptação às condições reais de utilização.
Segurança e ambiente como prioridades
A autarquia sublinha que a intervenção tem como principais objetivos a segurança das pessoas e a proteção ambiental da zona costeira. Importa destacar que o plano procura equilibrar a utilização do espaço entre residentes, visitantes e atividades económicas locais.
A Câmara Municipal de Almada explica ainda que a reorganização do acesso à praia pretende criar um espaço mais ordenado e seguro, reduzindo a pressão automóvel sobre a Fonte da Telha e melhorando a gestão do território durante o verão.
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