
Licenciatura em História e Ciências Sociais;
Pós-graduado e técnico superior em SHST;
Professor e cidadão pró-activo
É muito grave aquilo que está a acontecer no nosso “mundo” do trabalho, emprego e respectiva precariedade.
Isto acaba por ser situação até mesmo em certos casos de “logro!”…
Estamos em crise, com certeza, e a pandemia, tristemente, contribuiu para a acentuar. Contudo, infelizmente, sempre nas crises houve aproveitamentos e até mesmo, incompreensivelmente, muito enriquecimento.
Tem sido sempre assim em determinados paÃses: ” o pobre cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico”.
Mas qual crise?!… Há crises sim, mas são bem mais sentidas por quem vive na base do seu trabalho, emprego e reforma, para não falar já do elevado número de desempregados, pobres e sem abrigo.
Veja-se o que acontece em determinados serviços considerados imprescindÃveis! Há algum “dó ou compaixão” na praticabilidade dos preços dos seus produtos (económico-social)? Os preços que praticam na venda dos seus “produtos”, ainda estão mais elevados do que antes da crise!
Veja-se o que pagamos pelos diversos géneros alimentÃcios nos supermercados, nos produtos farmacêuticos, nos serviços de saúde privada e, também, os totais vindos nas nossas facturas da água, da electricidade, do gás canalizado, o preço dos combustÃveis, os impostos cobrados pelo Estado, “sem dó nem piedade”, etc, etc!
Depois, analise-se o que se está a passar com o mundo do desemprego, com aquilo que é pago, mensalmente, nos salários de quem trabalha, a precariedade do tipo de contratações, as carreiras profissionais, praticamente, paralizadas ou mesmo quase inexistentes (no público e privado), a mão de obra barata, pelo excesso de oferta, etc, etc.
Não havendo estabilidade social e económica no mundo do trabalho, nem dinheiro disponÃvel no bolso da generalidade dos cidadãos, logo não há dinheiro para ser gasto e fazer mexer a economia do paÃs, além dos diversos serviços ficarem cada vez piores e desfalcados de técnicos, devidamente, habilitados.
Agora tudo serve para “justificação”, perante uma pandemia e como tal, muitas empresas até reduziram o número empregados, passando ao serviço “on line”, outras fecharam os seus atendimentos ao público, ou reduziram o seu campo de acção, dificultando assim, a vida aos cidadãos que queiram tratar de assuntos complexos, nomeadamente, nos serviços públicos.
Dizem: “olhem telefonem, enviem e-mail, façam marcações”, pois é! Tudo muito bonito e quem se “lixa” será sempre o “mexilhão”… Imaginemos as pessoas que não têm computador ou que tenham dificuldade na sua operacionalidade, os idosos que vivem no interior, as falhas nas “aplicações” informáticas de acesso aos serviços públicos, etc.
Ainda a juntar a tudo isto, temos as muitas empresas que estão em lay off, pois, com certeza e quem é afectado?
Os mesmos de sempre, meus amigos…
Ora, o que vai acontecer a médio prazo!? Pobreza, economia paralisada ou em regressão, empresas sem quadros de pessoal efectivo, etc. Grande erro poderá a estar a ser cometido por certos responsáveis!…
As governações que não abram os olhos e verão o resultado no paÃs! Já com certos profissionais, nomeadamente, com os professores, começa já, a existir, novamente, um problema, ou seja a sua falta em número, por razões diversas do sistema.
Qualquer dia passarão novamente as escolas a terem de recorrer a pessoas com o 12º ano para fazerem de professores… Que incentivos são dados aos docentes que ensinam aos futuros e diversos profissionais do nosso paÃs!?
Será para quem só lida com o Covid-19 que são atribuÃdos incentivos e até mesmo pecuniários!?
Acho bem, mas e o resto?!…
Então e outros profissionais que, também, lidam com o vÃrus ou estão sujeitos aos contágios, na tipologia das actividades que executam ou a que estão sujeitos?
É importante com, certeza, combater o vÃrus, mas o combate e tratamento de outras doenças graves, não poderão ficar em standby, ou frequentemente, menorizadas e adiadas…
Será que convém muito salientar-se a perigosidade do Covid-19 e/ou alimentar a ideia “substancial” sobre o mesmo para que tais “incentivos” não deixem de “pingar”!?
Não quero acreditar nisso, pois, para tudo tem de haver moralidade, equilÃbrio de acção e humanismo.
Há, de certo modo, uma inversão ou deturpação de princÃpios fundamentais, perante as realidades desde paÃs!
Acordemos, enquanto é tempo!!!
















