Os serviços de urgência registam procura elevada e vários hospitais reforçaram meios para responder ao aumento de casos respiratórios. Quem tiver de ir ao hospital deve considerar o risco acrescido nesta fase e adotar cuidados básicos para reduzir exposição, sobretudo com o pico da gripe e a lotação de cada hospital sob pressão. As palavras-chave são planeamento da ida e proteção individual.
Nas primeiras semanas do ano é esperado o pico da gripe A (H3N2), segundo a informação hospitalar consolidada nos últimos dias de 2025, revelada pelo semanário Expresso. De acordo com a Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde, há 11 unidades no nível três dos planos de contingência, 11 no nível dois e 11 no nível um, com apenas quatro ou cinco sem ativação formal.
Leiria e Coimbra sob reforço
A Unidade Local de Saúde da Região de Leiria elevou o plano para nível dois após “aumento significativo” de afluência à urgência geral por motivos respiratórios. O reforço traduziu-se na abertura de 32 camas em contingência e no aumento das equipas clínicas.
Em Coimbra, o serviço de urgência de adultos está em nível dois e os cuidados de saúde primários mantêm o mesmo patamar. Foram já abertas três unidades de internamento dedicadas à gripe, com 24 camas operacionais e capacidade programada para chegar às 58, ajustando-se ao fluxo de doentes, refere a mesma fonte.
Lisboa reorganiza, Porto mantém reserva
Em Lisboa, a Unidade Local de Saúde de Santa Maria tem sustentado o nível dois desde meados de dezembro. Esta configuração permite recorrer a camas cirúrgicas de reserva para internar doentes provenientes da urgência central, sem cancelamento da atividade programada até ao momento.
No Porto, a Unidade Local de Saúde de São João não ativou ainda o plano previsto no Inverno, mantendo margem de expansão de 52 camas. A instituição refere que essa capacidade permite assegurar o internamento necessário e a atividade programada, incluindo os doentes referenciados por outras unidades, explica ainda o Expresso.
O que muda com níveis altos de contingência
Os níveis mais elevados dos planos de contingência autorizam a conversão temporária de camas e a reorganização de circuitos para acelerar internamentos. Também permitem mobilizar equipas entre serviços e reservar camas cirúrgicas quando a pressão assistencial aumenta, medida usada para aliviar a urgência durante o pico da gripe em cada hospital.
A gestão em nível dois e três inclui reforço de informação ao público sobre tempos de espera e alternativas de atendimento. O objetivo é reduzir permanências desnecessárias na urgência, encaminhando casos não urgentes para respostas adequadas e diminuindo o risco de contágio em espaços fechados muito concorridos.
Como reduzir o risco na ida ao hospital
As administrações hospitalares recomendam medidas simples para quem necessitar de recorrer aos serviços presenciais. Higienizar as mãos com frequência, respeitar etiqueta respiratória e evitar acompanhantes quando não são indispensáveis ajuda a diminuir contactos próximos em zonas de espera.
Sempre que a situação clínica o permita, deve privilegiar-se o contacto prévio com cuidados de saúde de proximidade para orientação. Em caso de agravamento súbito, sinais de alarme ou necessidade de avaliação presencial, a urgência continua a ser a via adequada, beneficiando da capacidade adicional criada pelos planos de contingência.
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