O impacto da vegetação na presença de parasitas é um tema cada vez mais investigado pela ciência. Segundo um estudo recente, divulgado pelo portal Meteored Portugal, os jardins e áreas naturais com uma planta comum em Portugal podem estar mais vulneráveis à presença de carraças. Planta esta que, segundo a mesma fonte, “nunca deve ser plantada no seu jardim”. Os investigadores europeus constataram uma relação inesperada e significativa entre esta planta, frequente em jardins domésticos e trilhos naturais, e o aumento populacional destes parasitas.
Por que motivo os fetos atraem carraças?
Os especialistas explicam que os fetos libertam compostos químicos voláteis, como terpenos e ácidos fenólicos. De acordo com o estudo mencionado pela mesma fonte, estas substâncias funcionam como atrativos para as carraças, que têm limitações visuais e dependem essencialmente de estímulos olfativos e térmicos para localizar os seus hospedeiros. A planta em causa são precisamente os fetos, frequentemente utilizados pelo seu valor decorativo e capacidade de prosperar à sombra.
Além das substâncias químicas, a estrutura física dos fetos também facilita a permanência destes parasitas, uma vez que as suas folhas longas e com múltiplas dobras criam um ambiente húmido e protegido, ideal para que as carraças permaneçam escondidas enquanto aguardam pela passagem de animais ou pessoas.
Riscos para a saúde pública
O aumento das carraças associado à presença de fetos levanta questões sérias relativas à saúde pública. Conforme realça o artigo da mesma fonte, estes parasitas são conhecidos transmissores de doenças graves, como a doença de Lyme e a febre do botão, que afetam tanto humanos como animais domésticos.
A investigação sugere ainda que áreas com maior concentração de fetos, especialmente em climas temperados e húmidos, têm registado um aumento nas ocorrências de picadas.
Embora os fetos não sejam os únicos responsáveis por esta situação, podem estar a atuar como catalisadores, contribuindo para a proliferação destes parasitas.
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Impacto das alterações climáticas
As alterações climáticas podem estar a potenciar este fenómeno, permitindo que os fetos e, consequentemente, as carraças se expandam geograficamente. Segundo ainda a mesma fonte, temperaturas mais elevadas e períodos de maior humidade criam condições favoráveis para a proliferação desta planta e, por extensão, das carraças.
Adicionalmente, habitats abundantes em fetos costumam também atrair outros animais hospedeiros frequentes destes parasitas, como roedores, aves e veados, criando um ciclo de transmissão facilitado.
Recomendações para o controlo de fetos e carraças
Para reduzir o risco associado à presença de fetos, os especialistas sugerem medidas práticas. De acordo com as recomendações divulgadas pelo Meteored Portugal, é aconselhável manter estas plantas controladas ou deslocá-las para áreas menos acessíveis, especialmente em zonas frequentadas por crianças e animais domésticos.
Além disso, a utilização de repelentes eficazes continua a ser essencial na prevenção das picadas. Verificar regularmente o corpo e roupas após contacto com vegetação densa, manter a vegetação bem aparada e evitar a acumulação de humidade em áreas frequentadas são medidas simples e eficazes para mitigar o risco.
Este alerta reforça a importância de estar atento à vegetação existente em jardins e áreas naturais frequentadas por pessoas e animais, sublinhando a necessidade de uma gestão cuidada destes espaços para evitar problemas maiores de saúde pública.
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