A área ao redor dos olhos é uma das mais delicadas do rosto humano. Por isso mesmo, é também uma das primeiras a mostrar sinais de fadiga, envelhecimento ou alterações pigmentares. As olheiras escuras, em particular, são uma das queixas mais frequentes nas consultas de dermatologia e medicina estética.
Motivos das olheiras
Estas manchas escuras podem surgir por diversas razões. Em alguns casos, são de origem genética, passando de geração em geração. Noutras situações, resultam de hábitos de vida, como falta de descanso ou exposição solar sem proteção adequada. Independentemente da causa, muitos procuram soluções para atenuar a sua aparência.
Avanços no tratamento das olheiras
De acordo com a Women´s health, durante anos, os cuidados com esta zona do rosto resumiam-se à aplicação de cremes específicos. Contudo, os avanços na área da dermatologia permitiram alargar o leque de opções disponíveis. Entre estas, destacam-se os tratamentos com recurso a laser e os peelings químicos, que têm vindo a ganhar popularidade em clínicas especializadas.
Luís Uva, dermatologista e diretor clínico da Personal Derma, em Lisboa, afirma que “os tratamentos a laser, como o de pigmentação ou o de luz pulsada intensa, podem ajudar a reduzir a aparência das olheiras escuras, segmentando a hiperpigmentação e estimulando a produção de colagénio”. Estes procedimentos atuam diretamente nas zonas afetadas, promovendo uma melhoria progressiva.
Peelings e esfoliação controlada
Outra técnica que pode ser utilizada é o peeling químico. Neste procedimento, aplicam-se substâncias ácidas de baixa concentração na pele, com o objetivo de remover as camadas superficiais e estimular a regeneração celular.
Este método é frequentemente utilizado em áreas sensíveis como o contorno ocular, devido à sua capacidade de uniformizar o tom da pele.
Os peelings químicos suaves são geralmente bem tolerados e apresentam poucos efeitos adversos quando aplicados por profissionais qualificados. O tratamento é realizado em consultório, em sessões curtas, e não requer tempo de recuperação prolongado. O resultado tende a ser uma pele mais luminosa e homogénea.
Preenchimento dérmico: solução para olheiras fundas
Nem todas as olheiras se devem à pigmentação. Em alguns casos, a sua origem está na perda de volume natural da pele, o que leva ao afundamento da zona inferior dos olhos. Nestes casos, o preenchimento dérmico surge como uma alternativa válida. Através da aplicação de ácido hialurónico, é possível suavizar a depressão cutânea e melhorar o aspeto geral do olhar.
Este tipo de tratamento deve ser cuidadosamente avaliado por um especialista, uma vez que nem todos os casos de olheiras fundas beneficiam do preenchimento. A escolha do tipo de ácido hialurónico, a quantidade e a técnica de aplicação variam conforme as características individuais de cada paciente.
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Resultados e limitações dos procedimentos
Apesar das melhorias visíveis que estes tratamentos podem proporcionar, é importante referir que os resultados variam de pessoa para pessoa. Fatores como a espessura da pele, o tipo de olheira e a resposta do organismo ao tratamento influenciam o grau de eficácia alcançado.
Além disso, nenhum dos procedimentos mencionados representa uma solução definitiva. A manutenção dos resultados pode exigir sessões periódicas ou a combinação com outros cuidados dermatológicos. A orientação profissional é fundamental para definir o plano mais adequado.
A escolha do tratamento deve ser feita após uma avaliação clínica detalhada. Apenas um especialista poderá determinar se o paciente apresenta uma hiperpigmentação, uma perda de volume ou uma combinação de ambos. Este diagnóstico é essencial para o sucesso do processo.
Cuidados a ter antes dos tratamentos
Antes de avançar para qualquer tipo de intervenção estética, é essencial seguir as recomendações do profissional responsável. Em muitos casos, poderá ser necessário suspender o uso de cremes com retinol ou outros ácidos na zona a tratar, pelo menos uma semana antes da aplicação do tratamento. Esta etapa visa evitar irritações ou reações adversas que possam comprometer o resultado final.
Cada abordagem exige uma preparação específica, pelo que a avaliação médica prévia é indispensável. Só assim se poderá definir o método mais adequado ao tipo de olheira, tendo em conta factores como a pigmentação, a vascularização ou a perda de volume.
Cuidados a ter depois dos tratamentos
Após os procedimentos, é comum a pele apresentar vermelhidão, ligeiro inchaço ou sensibilidade temporária. Nestes casos, é fundamental proteger a zona tratada com protetor solar e evitar a exposição solar direta, sobretudo durante os primeiros dias. A hidratação da pele, com produtos adequados ao tipo de tratamento realizado, desempenha também um papel importante na recuperação.
Além dos cuidados imediatos, manter um estilo de vida equilibrado, com descanso suficiente, alimentação saudável e boa hidratação, pode ajudar a reduzir naturalmente o escurecimento da zona ocular. Ainda assim, quando as olheiras persistem, os tratamentos médicos podem representar uma solução eficaz, desde que adaptados a cada caso.
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