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Opinião

Sara Ferreira explica por que é tão comum haver homens que assediam as mulheres

Depois do caso “Motorista filmado a assediar passageira”, a psicóloga clínica Sara Ferreira aborda neste artigo a questão do assédio sexual – e presta uma homenagem aos homens que não assediam

10:08 21 Junho, 2021 | Cristina Mendonça
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Começa a ser discutido a sério o assédio sexual em Portugal. Este tem sido um tema tabu (aliás, como a maioria dos temas que envolvam “dar voz” às dimensões de sofrimento real das vítimas (sejam mulheres, homens ou crianças) na nossa sociedade), e eu, que adoro quando um bom tabu é quebrado, não deixo de exclamar um “finalmente!” aqui cá com os meus botões.

Arrisco-me a partilhar uma estatística que tenho para mim e que infelizmente não deve andar muito longe da realidade: praticamente todas as mulheres já devem ter sido alvo de assédio por um indivíduo armado em esperto. Não me vou alongar em explicações sobre este perfil de pessoa, mas o que ninguém explica é como é que – muitas vezes, mesmo até sem nos apercebermos – alimentamos uma sociedade e uma cultura tendencialmente suportativas da violência (seja de que tipo for) e do abuso contra as mulheres.

A verdade é que não conheço uma mulher – uma única – que, tratando-se do assunto da intimidação, da violência, do assédio não tenha uma história para contar.

Eu também tenho histórias para contar. As minhas irmãs, primas, amigas, conhecidas, pacientes, todas temos histórias para contar. Tanto pode ir dos tipos de violência mais séria (física, verbal, psicológica, emocional, sexual) como aquelas aparentemente mais “anódinas”, quotidianas, sem grandes consequências práticas, mas todas elas com uma dose de embaraço, dor ou constrangimento profundos que nos coube a nós, sozinhas, tentarmos gerir.

Já agora, uma pequena sugestão de filmes que para o tema pode ter interesse. O actor que fez de Ross, na serie “Friends” criou uma série de curtas, disponíveis na internet, que explicam situações de assédio, para as pessoas compreenderem melhor quando são vitimas e, como “bónus” extra, quem sabe também válida para os assediadores, para que entendam melhor as suas posturas abusivas, não é?
Infelizmente muitas mulheres sofrem este tipo de abuso, seja pelas incontáveis piadas com conotação sexual, contactos físicos ofensivos, às vezes explícitos e outras vezes dissimulados (justamente para alegar exagero da mulher se ela protestar).

O assédio é um acto repetitivo de desqualificação da outra pessoa, ele trata o(a) outro(a) como objecto de uso e descarte, algo disponível para o desejo de quem assedia e pode ser qualificado como violência sexual, mas não só. Também é uma agressão psicológica que pode gerar traumas e sofrimento às vítimas.

Sim, porque os dados (e os casos) que continuadamente vêm a público são alarmantes, para lá de preocupantes, e no mínimo (para quem tem essa coisa linda chamada consciência) deveriam dar-nos que pensar. Pensar em mudar. E por isso, precisamos falar.

Antes do mais, talvez valha a pena fazer aqui uma justa menção honrosa a todos os homens que não assediam, agridem nem abusam das mulheres, enfatizando que obviamente não são todos “os homens” que assediam, agridem ou abusam, sendo que para definir agressão e abuso, como veremos mais adiante, não temos de cingir-nos apenas aos crimes que sob essa égide são cometidos (no nosso país, então, para lá de demais).

Quero, por isso, prestar homenagem aos homens maravilhosos que tenho a felicidade de conhecer, amar, saber que lutam pelos valores certos (e é certo que não são apenas as mulheres as vítimas de assédio), e que não conseguem estar calados perante este mal societal.

E são estes Homens (com H) aqueles que se pararmos para ouvir o que eles têm a dizer, vamos descobrir que muitos estão, na actualidade, a tentar buscar caminhos de não serem estes mesmos homens que agridem, que assediam, que abusam, que riem de piadas que nos degradam e que se sentem coibidos a gostar das nudes indevidamente compartilhadas nos grupos de whatsapp, ou arremessadas por tuta e meia no instagram, por exemplo. Sim, há Homens que não querem ser estes mesmos homens que secretamente julgam as suas parceiras menos inteligentes, menos capazes, que gritam com elas ou apertam os seus braços. Não querem ser homens que agridem, abusam ou violam mulheres.

AS MALHAS QUE UMA CERTA CULTURA TECE

Infelizmente, a cultura da violação ou da violência contra as mulheres está mais enraizada do que imaginamos ou gostaríamos de admitir. Se não vejamos.

Identifico alguns pontos que me sinto confortável para destacar (todos eles, em maior ou menor grau, encontramos presentes na nossa sociedade e, se observarmos, constituem mesmo algumas componentes de uma “certa” aculturação masculina dentro de alguns grupos e códigos sociais por eles partilhados).

O tema da minha dissertação de fim de curso (monografia) abordou a questão dos abusos sexuais de crianças e da violência contra mulheres, bem como investigou os mitos, estereótipos e crenças que existem sobre o assunto que, como verificamos, legitima (de alguma forma) ou são suportativos de uma cultura de agressão contra todos aqueles tidos como mais “vulneráveis” na nossa sociedade (o estatuto de vítima, se pensarmos nisso, nunca é automaticamente imaginado como sendo representativo da condição masculina, na nossa cultura, não é?).

Por outro lado, esta cultura de violência contra mulheres não é algo do qual as pessoas se orgulham (ainda que isso seja velado), como se a discussão (e a denúncia) dela fosse uma apologia. Pelo contrário, é uma evidência/denúncia que algo silencioso na nossa sociedade é que precisa ser combatido.

E que silêncio é esse? Ou melhor, aquando da sua ausência (deste silêncio), o que é que podemos escutar?

SILENCIAR PARA PODER ESCUTAR

Todos os homens que tenham assediado, abusado, agredido, constrangido, sido negligentes em face de qualquer ofensa a mulheres, conivente com piadinhas machistas, fiu-fiu (assobios) no meio da rua, etc. está a ser conivente e a alimentar esta cultura do abuso (e da violação) de mulheres. E porquê?

Porque reforçam a cultura de que os homens podem intrometer-se sem consentimento sobre a vontade e o corpo da mulher.

Assim, meus caros, não me venham dizer depois que não têm nada em comum com os agressores ou predadores sexuais que todos os dias encontramos nas parangonas do Crime, porque o silêncio é um tipo de agressão quando seria necessário algum posicionamento.

Por outro lado, adoramos terceirizar a responsabilidade pelas mudanças urgentes, gritando sobre leis, punição, castração química, ou o que seja; isto é, que o Estado faça supostamente (pois esses meios não resolvem a questão cultural de base) o que nos cabe a todos nós.

Bom, como não faço parte de grupos de homens no whatsapp, sou pouco familiarizada com certas práticas. Mas o que sei, até por relatos desse tipo no consultório, é que os homens, com mais frequência do que se imagina, parecem reunir-se virtualmente para alimentar uma imagem de objecto das mulheres, separando-as em “mulheres nobres que digo que respeito” versus “mulheres desprezíveis só porque tem a coragem de expressar a sua sexualidade como bem entendem”.

Se algum leitor que agora me lê, mesmo não tendo assediado, agredido, abusado ou violado nenhuma mulher, alimenta o tipo de mentalidade que faz parecer normal uma coisa bizarra que é expor a mulher como carne de matadouro ou, e isto também parece ser muito comum, lhe envia nudes (ou as chamadas dick pics; aliás, isso é o tipo de coisa que os abusadores e violadores adoram praticar, e na mentalidade deles é completamente OK fazer isso), então você alimenta a cultura do abuso e da agressão.

Gostemos ou não, estamos todos no mesmo barco (societal). Para cada mulher que morre ou é violada ou agredida às mãos de um abusador, há uma parte de nós, enquanto humanidade, que morre também. Para cada abusador ou violador condenado, há uma parte nossa, de homens e mulheres, que também é culpada.

Cultura e indivíduo são duas faces da mesma moeda. Duas esferas do mesmo problema, pois cultura nada mais é do que a mentalidade colectiva.

Cultura da violência contra mulheres de cada vez que se culpabilizam as vítimas, se legitima ou glamouriza a invasão do corpo da mulher em diferentes graus, o machismo sistémico que diz que as mulheres se devem calar, a palavra violação pode ser aqui representada não como categoria jurídica mas como símbolo de invasão dos homens à dignidade feminina, sendo que o sentido da palavra cultura aqui não é de Cultura com C maiúsculo como sinónimo de erudição ou algo que as pessoas gostam de ter. Julgo importante clarificar isto.

Veja. Até podemos pensar de forma diferente quanto ao facto de como agimos em relação a isso, mas não em dizer que isso não existe.

Quando dizemos, por exemplo, cultura da “chico espertice” (do levar vantagem em tudo) tem o mesmo significado de mentalidade colectiva/cultura. Ou seja, se existe uma cultura que é igual a mentalidade, existe uma mentalidade (cultura) que pode fomentar, na sua raiz, o que nos graus mais extremos se expressa como a acção que legalmente é chamada de crime.

COMO CARNE PARA CANHÃO

Antes de ser uma categoria jurídica, o abuso ou a violação é uma acção de um homem que investe sexualmente contra uma mulher sem o consentimento dela. E isso inclui os assobios na rua, o “ela é uma oferecida, logo não preciso perguntar ou dar explicações”, o envio de dick pics não solicitadas, as nudes de mulheres nos grupos de whatsapp, o “foi violada só porque se pôs a jeito” e muito mais.

Então, para muitos homens que se podem sentir meio que “apadrinhados” por esta espécie de “moral” vigente, o abuso ocorre com mais “facilidade”. A cultura, nestes casos, cria um viés individual, como se fosse uma via que os deixa moralmente anestesiados, para não dizer que quase que endossa um determinado impulso para o comportamento. É típico da “psicologia de massas”, ou naquilo que acontece num jogo de futebol ou num motim, por exemplo. Individualmente, a pessoa não insultaria o árbitro ou não atiraria uma cadeira contra a cabeça de ninguém, mas em grupo ela sente-se legitimada para isso.

No entanto, se acha que isto se deve apenas ao “patriarcado” cruel e impiedoso, apenas formado por um exército de homens vis e bafientos, desengane-se.

As mães – sim, as mães, tal como os pais (legitimados pelas mães) – também são influenciadas por esta cultura de abuso, de machismo e pela cultura de que um homem tem sempre muito mais liberdade “poética” para, se quiser, ser imbecil.

Dizer que alguém foi educado por uma mulher não explica nada, apenas corrobora aquilo que aqui estamos a tratar.

A CIVILIDADE É PARA MENINAS?

Vamos lá tentar entender isso melhor.

Pense o(a) leitor(a) na forma como meninos e meninas são educados.

Quer ver? “Meninas, fechem as pernas para sentar!”, “Ai que engraçado quando ele mostra a pilinha!”, “Menina, vamos a ter modos!”, “Eh lá, ele é levado da breca!”…

Claramente, as meninas recebem muitos mais comandos de repressão e reforço negativo do que um menino. Culturalmente, uma mulher é educada para se lançar no seu mundo interior, sendo treinada para ter empatia, preocupar-se e cuidar dos outros.

Elas são domesticadas para se saberem comportar (e calarem envergonhadas), ao passo que a eles dá-se-lhes muito mais permissão para actuarem como pequenos selvagens livres. A cada pequena condescendência do tipo “isso é uma coisa de meninos” ou “os rapazes serão rapazes” ou “um homem não é de ferro” cria-se um homem emocionalmente permissivo com a sua própria impulsividade e futura destrutividade.

Aqui persiste a ideia de que a agressão sexual resulta de motivações sexuais, tendo como consequência que a sexualidade dos agressores (maioritariamente do sexo masculino) seja vista como predatória e (“naturalmente”) quase incontrolável…

Muitas vezes, um menino “bem comportado” é até mal visto pelos adultos (“ai, aquele menino é tão paradinho, não é?…”). Já o contrário ocorre com as meninas: “Olhem como essa menina é fresca! É muito assanhadinha!”

Para as meninas existem mais normas e mais bem estabelecidas. É esperado delas mais verdade, sinceridade, transparência enquanto os meninos são educados para se darem bem na vida, sendo que a verdade neste contexto nem sempre é um valor primordial. Se uma menina mente, é punida; quando um menino mente, tende a ser mais desculpabilizado.

Diga-me agora o(a) caríssimo(a) leitor(a), por que razão alguns meninos agiriam de forma diferente, quando crescem?

Lá pelos 25 anos de idade, quando (neurológica e psicologicamente) é esperado que já tenham desenvolvido a capacidade plena de lidar com as responsabilidades, percebemos muitas vezes (dentro e fora do consultório) que ela se encontra sub-desenvolvida.

Não é por acaso que, geralmente, as mulheres sabem nomear exactamente o que sentem, ou pelo menos com mais precisão do que os homens, mesmo que ainda não saibam administrar plenamente as suas emoções. Os homens, em muitos casos, nem sequer sabem reconhecer, quanto mais responder pelo que fazem. Todas essas micro, médias ou macro concessões morais que usufruíram durante anos, serão as mesmas que, mais tarde, utilizarão como desculpa para humilhar, enganar, assediar ou agredir uma mulher.

Diante de um qualquer constrangimento ou dilema moral, ele agirá como sempre agiu, afinal. Ou seja, saindo pela coxia de fininho para continuar a fazer o que bem entende, sem pensar (e pesar) as sequelas do que deixou para trás.

Mesmo que este menino, mais adiante, não se converta neste tipo de homem criminoso típico, ele pode bem assim tornar-se num agente de dominação social problemática.

Na fantasia inconsciente dele, continuará com isso a ser o “reizinho” simbólico da mamã, tentando ser na vida o rei de todos os lugares, exibindo-se, interrompendo, agredindo (se contrariado), detentor que é, supostamente, de uma certa superioridade física e/ou moral perante os outros (e, em especial, as outras).

Para a criação destes pequenos (mais tarde, grandes) “Donos Disto Tudo”, urgiria a desconstrução deste arquétipo, ensinando-lhes desde bebés algo tão elementar para uma vida mais saudável em sociedade como empatia, generosidade, respeito, capacidade de gerir frustrações, controlo emocional e compaixão com as suas fragilidades de menino (sem impedir de lidar com emoções mais sensíveis). Se isto acontecesse mais, a uma escala mais evidente, não acho, tenho a certeza de que muitas histórias de assédio, agressão, abusos ou violação que vemos, ouvimos e lemos todos os dias poderiam ser evitadas.

Se entendermos o abuso ou a violação enquanto conceito (não apenas uma categoria jurídica, e por favor entenda esta distinção) que remete a invasão do direito da mulher pelo próprio corpo e vontade, então todos esses comportamentos que citei são uma escalada da agressão, da violação. Neste sentido, o assédio é uma expressão da cultura (mentalidade) da violação (desrespeito do consentimento da mulher).

São camadas de acções a diferentes níveis. Para além disso, as pessoas confundem ser vítima com vitimização, na medida em que existe também um preconceito que as pessoas carregam de que uma pessoa mostrar-se frágil ou vulnerável em relação a alguma coisa é errado, pois admirável é parecer forte.

Também as (sim, leu bem, “as”) machistas, as primeiras geralmente a revitimizar/retraumatizar as mulheres abusadas – seja pela imputação de uma falsa culpa, por uma pseudo-responsabilidade sobre os crimes que as próprias sofrerem, seja pelo escrutínio público das suas roupas, etc. – estão bastante contaminadas pela visão machista, mas na verdade, isso nem é culpa delas, pois não vemos/lutamos contra aquilo que não estamos a ver.

A ideia do crime precipitado pela vítima, ou da avaliação do grau de contribuição da vítima para o crime, permanece, ao longo de gerações, bastante enraizada em nós, de forma mais ou menos declarada. Esta, aliás, foi uma das principais conclusões da minha monografia de investigação sobre o abuso sexual de mulheres e crianças, realizada há quase uma década e meia atrás.

Os tribunais não estão isolados da sociedade. Não estão imunes a crenças pessoais nem às estereotipias de género associadas aos crimes sexuais ou sequer a muitos outros tipos de abuso ou violência.

Como talvez se comece a perceber, há muitos equívocos e confusões que fazemos individualmente, que, em matéria de abuso e agressão (seja qual for o tipo) contra mulheres, acabam por reforçar um problema cultural, sistémico como este. Um outro equívoco, muito comum, que temos e que importaria esclarecer é quando falamos de violação e imediatamente associamo-la a sexo, a relações sexuais.


Falar sobre assédio, falar sobre violação é falar sempre sobre poder, relações assentes em dinâmicas de poder, abusos de poder, coerção, humilhação, de um tipo de violência brutal. Noutro sentido, ao falarmos de violação de forma a desmontar estes equívocos sócio-culturais é fundamental, pois assim podemos falar de consentimento, de auto-determinação, de liberdade, de dignidade pessoal, de respeito e de justiça.

A HOMBRIDADE NÃO É PARA MENINOS

A hombridade não está no físico, nem está na força. Não está no peso, nem sequer está na altura. Não é o tamanho e nem a grossura. Ou o comprimento.

Não é a maior prova de hombridade vencer pela força física. A nossa cultura priorizou os homens fisicamente vigorosos em detrimento de homens psicologicamente bem resolvidos.

A palavra viril vem da palavra “verdade” que está relacionada com o pensamento e a inteligência. Então, contrariamente à doutrinação colectiva, a virilidade não se trata apenas de algo físico. Quando falha o pensamento, vem o corpo em seu lugar.

O acto (ou a passagem ao acto) começa onde termina a palavra e o pensamento – tanto contra nós mesmos quanto contra o(a) outro(a). Os meus colegas de profissão sabem muito bem do que é que estou a falar.

Hombridade é humanidade. É saber lidar com as diferenças. É saber resolver pelo intelecto.

Neste sentido, masculinidade e feminilidade complementam-se. Os orientais souberam muito bem reunir estes contrários “numa mesma” pessoa (ou imagem/arquétipo/representação) – e sem que isso representasse nenhum risco de ambiguidade sexual para qualquer um deles.

A questão é que a verdadeira hombridade e humanidade não podem ser compradas. O intelecto resulta de um trabalho. Podemos ficar horas a tentar compreender um parágrafo de um livro: aí estaremos a exercitar a nossa inteligência. Neste sentido, às vezes pergunto-me, como será o futuro de uma humanidade que passa o seu tempo – quase todo – a ver vídeos toscos na internet, a consumir conteúdos pornográficos focados exclusivamente no prazer masculino (como ideário de um sexo falocêntrico) e a isentar os agressores das suas responsabilidades?

Cada mulher agredida, assediada, abusada ou violada traz como resultado o produto de uma legião de homens e outras mulheres com uma emocionalidade restrita, sufocada, que acabam por adoecer e morrer, ou autodestruir-se pelo caminho, mais tarde ou mais cedo.

Este é um tipo de falência subtil e colectiva onde morre, a cada dia, um pouco da nossa humanidade.

Porém, se queremos ver alguma e efectiva mudança, caberá a cada um(a) de nós ser um agente activo para estancar esta hemorragia.


Artigo de opinião publicado pelo nosso parceiro Expresso

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Na zona ribeirinha de Portimão, foram abordadas 19 pessoas. Dois homens de 53 e 55 anos foram notificados e serão presentes à autoridade judiciária

Reformado de férias
Economia, Europa

Ivo, reformado de 74 anos com pensão de 4.138 euros: “Nunca tive preocupações nem problemas económicos”

18:00 26 Setembro, 2026 23:16 24 Setembro, 2026 | Rubén Gonçalves

Aos 74 anos, o reformado neerlandês recebe uma pensão de 4.138 euros e garante nunca ter tido problemas económicos

Humidade nas paredes de casa. Crédito: Freepik
Saúde, Vida & Lazer

Adeus à humidade nas paredes: “truque alemão” usa dois produtos que muitos têm em casa e promete acabar com o problema

10:40 26 Setembro, 2026 04:10 26 Setembro, 2026 | João Luís

Tem humidade e bolor nas paredes? “Truque alemão” utiliza dois produtos, mas há um passo essencial para evitar que as manchas regressem

Avião voando sobre arranha-céus. Crédito: Magnific
Economia, Vida & Lazer

Adeus ao desconforto em classe económica – estas 5 companhias estão a dar cartas em 2026

19:29 26 Setembro, 2026 19:29 26 Setembro, 2026 | Henrique Dias Freire

Assentos mais largos, refeições cuidadas e melhores serviços distinguem as cinco companhias que lideram a classe económica nos prémios Skytrax de 2026

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