Há meses que são como orações. Dezembro é um deles.
Quando o calendário parece encerrar o seu ciclo, o número 12 surge como um selo divino, símbolo da totalidade, da ordem cósmica e da realização espiritual. Doze são as horas do dia e da noite, os apóstolos de Jesus, as tribos de Israel, as portas da Nova Jerusalém, os meses do ano e em cada uma dessas doze manifestações vibra o eco da perfeição divina, que encerra e renova tudo o que foi criado.
O número 12 representa a harmonia entre o Céu e a Terra nascendo da união de dois princípios fundamentais da espiritualidade. O 3 representa o Céu, a dimensão divina: é a Trindade — Pai, Filho e Espírito Santo, símbolo da harmonia perfeita e da plenitude espiritual, já o 4 representa a Terra: os quatro elementos (Fogo, Terra, Ar e Água), os quatro pontos cardeais (Norte, Sul, Este, Oeste) e tudo aquilo que estrutura a vida material. Quando multiplicamos estes dois princípios (3 x 4), o resultado não é apenas um cálculo: é um encontro, uma fusão simbólica entre o Divino e o Humano. Por isso, o 12 é visto como o número que expressa a presença de Deus dentro da criação.

Médium, tarólogo, orientador mediúnico,
popularmente conhecido pelo “Santo do Algarve”
Que possamos ver, em cada experiência vivida, uma oportunidade de crescer, de amar e de fazer o bem, pois é isso que nos torna verdadeiros trabalhadores da vinha divina
Assim, o 12 representa o Templo vivo, o espaço onde o Espírito e a Matéria se encontram em harmonia. É o número da organização divina do mundo: 12 meses que ordenam o tempo, 12 Tribos de Israel que estruturam o povo, 12 Apóstolos que manifestam a missão de Cristo na Terra. Em cada uma dessas expressões, o 12 aparece como a assinatura de Deus na história humana, um lembrete de que o Céu não está separado da Terra, mas encontra nela um lugar onde se revelar. Por isso, no plano espiritual, o 12 simboliza o equilíbrio perfeito: a presença do Sagrado no quotidiano, a união do que está acima com o que está abaixo, convidando-nos a viver emoções em unidade entre o plano físico e o plano espiritual, como pontes entre os dois mundos.
O 12 é ainda o chamado à responsabilidade espiritual, à consciência desperta que compreende que cada ciclo vivido é também um degrau evolutivo na escada que conduz ao Cristo Interno.
É o número das missões cumpridas, do dever aceite com amor e do serviço ao próximo feito com humildade.

Astrologia de dezembro:
Dezembro nasce sob o signo de Sagitário, regido por Júpiter, planeta da expansão, da fé e da sabedoria divina. Sagitário ensina-nos a admirar o alto, a confiar na Providência e a buscar o sentido maior da vida.
A partir de 22 de dezembro, o Sol entra em Capricórnio, signo regido por Saturno, o mestre do tempo, da disciplina e do dever. É quando a alma aprende a colher os frutos do esforço, a reconhecer a maturidade espiritual que o ano lhe concedeu.
Entre a fé de Sagitário e a responsabilidade de Capricórnio, dezembro faz a ponte entre o ideal e a realização, entre o que sonhámos e o que concretizamos.
Neste mês de dezembro, os 3 signos que apresentam maior Sucesso para os Seus Nativos, segundo o meu método, são:
Em 1.° Lugar: Gémeos, o signo mais privilegiado do mês de dezembro em todas as áreas da vida, desta forma, tanto a nível financeiro como amoroso, os nativos de Gémeos poderão beneficiar de grande bonança e prosperidade, onde existirá um crescimento financeiro acompanhado pela carta que representa a sorte na área amorosa e com a carta da benção e da vitória nos demais níveis pessoais, laborais e financeiros.
Em 2.° Lugar: Caranguejo, tendo estes nativos sobre si as cartas que representam a Paz, a Riqueza e o Amor, conseguirão estes nativos ter um mês repleto de bençãos e de crescimento a nível financeiro, existindo a Paz, traz consigo a lucidez para que esse crescimento se efetive.
Em 3.° Lugar: Capricórnio, estes nativos irão beneficiar de um mês de alegrias, tendo estes nativos sobre si as cartas que representam a Alegria e a Harmonia, existindo assim harmonia e alegria em todos os domínios da Vida, tanto na esfera pessoal como coletiva/financeira, possuem estes nativos igualmente sobre si neste mês de dezembro a carta da luz, luz essa que lhes dará a clarividência para se moverem e assim alcançar todos os sucessos que possam granjear neste mês.
Como sugestão de leitura associada à simbologia do número 12, deixo-vos esta passagem do Evangelho segundo: São Mateus 20:1-16
“Porque o Reino dos Céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a contratar trabalhadores para a sua vinha.
E, ajustando com os trabalhadores a um dinheiro por dia, mandou-os para a sua vinha. E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça. E disse-lhes: Ide vós também para a vinha, e dar-vos-ei o que for justo.
E eles foram. Saindo outra vez perto da hora sexta e nona, fez o mesmo.
E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia?
Disseram-lhe eles: Porque ninguém nos contratou. Diz-lhes ele: Ide vós também para a vinha, e recebereis o que for justo.
E, aproximando-se a tarde, disse o senhor da vinha ao seu mordomo: Chama os trabalhadores e paga-lhes o salário, começando pelos derradeiros até aos primeiros.
E, chegando os que tinham ido perto da hora undécima, receberam um dinheiro cada um.
Vindo, porém, os primeiros, cuidaram que haviam de receber mais; mas do mesmo modo receberam também um dinheiro cada um.
E, recebendo-o, murmuravam contra o pai de família, dizendo: Estes derradeiros trabalharam só uma hora, e tu os igualaste connosco, que suportámos a fadiga e o calor do dia.
Mas ele, respondendo, disse a um deles: Amigo, não te faço injustiça; não ajustaste tu comigo um dinheiro?
Toma o que é teu, e vai-te; eu quero dar a este derradeiro tanto como a ti.
Ou não me é lícito fazer o que quero do que é meu? Ou é mau o teu olho, porque eu sou bom?
Assim os derradeiros serão os primeiros, e os primeiros, derradeiros; porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos.”
Esta parábola é um cântico à Justiça Divina, que se manifesta segundo a medida do Amor e não das horas humanas.
O Senhor da Vinha é o Cristo, que chama a todos — aos que começaram cedo a trabalhar pela Luz e aos que apenas agora despertam. No Reino de Deus, não há atrasados, há despertos.
Cada alma é convidada, no tempo certo, a servir e a aprender. O salário que o Senhor paga é o mesmo para todos: é o amor que redime e o perdão que liberta.
À luz da Doutrina Espírita, esta parábola mostra que cada espírito progride segundo o seu mérito e esforço, mas todos são filhos do mesmo Pai. Uns vêm mais cedo, outros mais tarde, mas o destino final é um só: o regresso à Casa do Amor.
Dezembro, com a energia do número 12, ensina-nos que o ciclo da vida não é uma corrida, mas um caminho de reconciliação. Todos chegaremos ao mesmo destino, ainda que por diferentes estradas.
O que o Mestre nos pede é gratidão, por termos sido chamados a servir. Que possamos ver, em cada experiência vivida, uma oportunidade de crescer, de amar e de fazer o bem, pois é isso que nos torna verdadeiros trabalhadores da vinha divina.
Assim, concluímos que o número 12 encerra o ciclo do ano e abre as portas para a renovação espiritual.
Ele convida-nos à comunhão, à fraternidade e à consciência de que todos somos parte de um mesmo corpo espiritual.
Assim como os 12 apóstolos representavam os diferentes aspetos da alma humana, também nós somos chamados a integrar em nós a fé de Pedro, o amor de João, a entrega de André e o zelo de Tiago.
O número 12 é o círculo completo do aprendizado: o tempo de colher o que semeámos, de agradecer o caminho percorrido e de abrir o coração ao novo ciclo que nasce com a luz do Cristo, no Natal.
Dezembro é o mês da reintegração e da esperança.
O Céu inclina-se sobre a Terra e o Cristo renasce em cada coração disposto a perdoar, amar e servir.
Que saibamos ser, como os trabalhadores da vinha, instrumentos da bondade divina, partilhando a colheita da fé com todos os irmãos do caminho.
“O Amor é o que Nos Salva.”
“Que os Céus Nos Abençoe.”

















