A gratuitidade dos transportes públicos foi aprovada pela autarquia, numa medida que deverá entrar em vigor nos próximos meses e que representa um investimento estimado em cerca de um milhão de euros. A decisão foi tomada em reunião do executivo municipal e enquadra-se num conjunto de políticas associadas à mobilidade urbana, à redução de custos para as famílias e à resposta a desafios ambientais.
Esta proposta foi aprovada pela Câmara Municipal de Viseu, que pretende com esta medida reforçar a utilização do transporte coletivo e responder a desafios relacionados com o trânsito e o ambiente no concelho.
Aprovação depende ainda de parecer e Assembleia Municipal
De acordo com a Agência Lusa, a proposta foi aprovada por unanimidade pelo executivo camarário e segue agora para parecer da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, antes de ser discutida e votada em Assembleia Municipal.
O presidente da Câmara Municipal de Viseu, João Azevedo, afirmou no final da reunião do executivo que a entrada em vigor poderá acontecer “nas próximas semanas”, sublinhando que a medida já estava prevista no orçamento municipal deste ano. Segundo o mesmo responsável, o processo foi concluído em poucos meses, com estudos de impacto económico-financeiro e validação técnica e jurídica.
Um compromisso eleitoral transformado em medida municipal
João Azevedo referiu que a gratuitidade dos transportes públicos corresponde a um compromisso assumido durante a campanha eleitoral. A autarquia sustenta que o objetivo passa por reforçar a utilização do transporte coletivo e reduzir a dependência do automóvel no quotidiano.
A medida surge também associada à intenção de aliviar a pressão do trânsito em horas de ponta e de melhorar a gestão do estacionamento na cidade, sobretudo nas zonas mais centrais.
Mobilidade e ambiente no centro da decisão
O executivo municipal enquadra a decisão numa estratégia de política ambiental, procurando incentivar a utilização de transportes públicos como alternativa ao automóvel. Entre os argumentos apresentados estão a redução de emissões e a resposta ao aumento do preço dos combustíveis.
Segundo João Azevedo, a gratuitidade pode funcionar como incentivo direto à mudança de hábitos de mobilidade, com impacto na circulação urbana e na organização do espaço público.
Possíveis ajustes em rotas e horários
A autarquia admite que a implementação da medida poderá obrigar a ajustamentos na rede de transportes. Estão em análise alterações a rotas e horários, com o objetivo de adequar o serviço às necessidades reais dos utilizadores.
O contrato com o operador atual mantém-se em vigor até março de 2027, o que limita alterações estruturais mais profundas no curto prazo. Ainda assim, o município afirma estar a preparar um novo enquadramento operacional para o futuro.
Gratuitidade já existente para grupos específicos
Atualmente, no concelho de Viseu, a gratuitidade já abrange jovens com menos de 23 anos, cidadãos com mais de 65 anos e antigos combatentes. A nova medida poderá alargar este regime a toda a população.
Segundo a Agência Lusa, agência noticiosa portuguesa, a decisão final depende ainda das etapas formais de aprovação, mas a autarquia mantém a intenção de avançar com a medida nos próximos meses, considerando-a estruturante para a mobilidade no concelho.
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