O túnel da Avenida João XXI, uma das principais ligações entre o Campo Pequeno e o Areeiro, em Lisboa, vai encerrar totalmente ao trânsito a partir de 14 de abril, obrigando a alterações significativas na circulação rodoviária no centro da cidade. A intervenção deverá prolongar-se por vários meses e terá impacto direto nas rotinas diárias de milhares de condutores.
De acordo com o portal Lisboa Secreta, o encerramento integra uma obra estrutural mais ampla, com um investimento de 7,6 milhões de euros, gerida pela EMEL. A mesma fonte refere que a principal ligação subterrânea ficará fechada durante cerca de 10 meses, embora o projeto global tenha uma duração prevista de 24 meses.
Uma intervenção profunda numa infraestrutura com décadas
Inaugurado em 1997, o túnel da Avenida João XXI tem cerca de 1.490 metros de extensão e já evidenciava sinais de necessidade de intervenção. Segundo a mesma fonte, a dimensão da obra aproxima-se da realizada no túnel do Grilo no ano anterior.
A empreitada inclui várias melhorias estruturais e técnicas. Escreve o site que estão previstas a criação de uma nova saída de emergência junto ao cruzamento com a Avenida de Roma, a modernização dos sistemas de ventilação e combate a incêndios e ainda a renovação da infraestrutura elétrica para reduzir o risco de falhas.
Trânsito à superfície e impacto imediato
Com o bloqueio do túnel, o tráfego será desviado para a superfície, o que deverá aumentar a pressão sobre as principais vias da zona. Acrescenta a publicação que se antecipa um crescimento significativo do congestionamento nos eixos centrais da cidade.
As primeiras semanas serão particularmente instáveis, uma vez que os condutores terão de se adaptar a novos padrões de circulação. A recomendação passa por acompanhar em tempo real as condições do trânsito.
Alternativas para quem circula no centro
Para quem segue em direção a nascente, nomeadamente Olaias ou Marvila, existem opções à superfície. A Avenida de Roma e a Avenida dos Estados Unidos da América podem funcionar como alternativas, permitindo depois retomar o trajeto habitual.
No sentido oposto, para quem se desloca para poente, como para a Praça de Espanha ou para as Amoreiras, refere a mesma fonte que a Avenida de Berna e a Avenida Duque de Ávila poderão ser utilizadas, ainda que já apresentem níveis elevados de tráfego.
Evitar o centro pode ser a melhor solução
Para percursos mais longos, a recomendação passa por contornar a cidade. De acordo com o site Lisboa Secreta, quem utiliza o túnel como zona de passagem deverá evitar o centro de Lisboa sempre que possível. A Segunda Circular surge como uma das principais alternativas para ligações entre a zona oriental e ocidental da cidade. Conforme a mesma fonte, o Eixo Norte-Sul também é apontado como uma via estruturante para evitar as zonas mais congestionadas.
Para deslocações dentro da cidade, os transportes públicos são apontados como uma solução eficaz. Os meios em canal próprio, como o metro ou o comboio, não serão afetados pelas obras em curso. Segundo a mesma fonte, esta poderá ser uma oportunidade para reduzir o uso do automóvel no centro da cidade durante o período de intervenção.
O que muda nos próximos anos
Note que o projeto não termina com a reabertura do túnel. Está prevista uma segunda fase da obra, com início em fevereiro de 2027, que irá afetar a circulação à superfície, nomeadamente na zona da Avenida de Roma. Esta fase trará novos condicionamentos, prolongando os impactos na mobilidade urbana para além do período inicial de encerramento do túnel.
Face à imprevisibilidade do trânsito, as autoridades aconselham o uso de ferramentas digitais. Refere a mesma fonte que aplicações, como o Waze ou o Google Maps podem ajudar a identificar congestionamentos e encontrar percursos alternativos em tempo real. A publicação sublinha que a adaptação dos condutores será gradual, sendo expectável um período inicial de maior pressão sobre a rede viária até à estabilização dos fluxos.
















