O fim de semana arranca com uma descida acentuada das temperaturas mínimas, formação de gelo e geada em várias regiões do interior e vento a reforçar a sensação de frio, num quadro meteorológico marcado por grande variabilidade. A estabilidade prevista para sábado dará lugar, no domingo, ao regresso de poeiras em suspensão e aos primeiros sinais de uma depressão em altitude que poderá condicionar o início de março.
De acordo com o Luso Meteo, portal especializado em meteorologia, o último dia de fevereiro fecha um dos meses mais chuvosos das últimas décadas, antes de um período dominado por céu pouco nublado, neblinas matinais em vales e tardes relativamente amenas.
Frio ao nascer do dia, tardes mais suaves
No sábado, em Portugal Continental, o céu deverá apresentar-se geralmente limpo, com nevoeiros até ao final da manhã nas zonas ribeirinhas. As mínimas descem de forma expressiva, com valores negativos no interior Norte e Centro e geada em vários locais abrigados do litoral. Em Bragança, os termómetros podem atingir os três graus negativos.
O vento de norte sopra fraco a moderado, mais intenso no litoral ocidental e no Algarve, com rajadas que poderão atingir 65 quilómetros por hora. A agitação marítima mantém-se significativa na costa ocidental, com ondas até três metros, enquanto a sul do país o mar será mais calmo.
Nos arquipélagos, o cenário é distinto. Nos Açores, prevê-se céu muito nublado e períodos de chuva ou aguaceiros ao longo de sábado, com melhoria gradual apenas durante a tarde de domingo. Já na Madeira, são esperados aguaceiros dispersos nas vertentes norte e zonas montanhosas, acompanhados por vento moderado a forte que deverá diminuir no segundo dia do fim de semana.
Poeiras regressam e depressão aproxima-se
No domingo, o território continental mantém o predomínio de sol durante a manhã, com subida ligeira das temperaturas mínimas e máximas mais elevadas entre três e seis graus. Ainda assim, persistem condições para gelo e geada no interior. A partir da tarde, aumenta a nebulosidade, sobretudo no litoral, e inicia-se uma nova intrusão de poeiras em suspensão, mais notória a sul.
A evolução atmosférica está associada à aproximação de uma depressão em altitude a noroeste da Península Ibérica. Este sistema deverá deslocar-se posteriormente para oeste e sul, posicionando-se próximo do Norte de África, transportando ar carregado de poeiras. O posicionamento final determinará a eventual ocorrência de instabilidade no início de março.
Os primeiros sinais de um padrão de bloqueio atmosférico começam também a desenhar-se, com o reforço de altas pressões sobre o Atlântico e desenvolvimento de um anticiclone sobre a Europa central que tenderá a migrar para norte, em direção à Escandinávia. Este tipo de configuração favorece o envio de depressões para latitudes mais baixas, aumentando a incerteza na previsão para os próximos dias.
Segundo o Luso Meteo, a estabilidade prevista para domingo poderá ser temporária, com possibilidade de aguaceiros e trovoadas localizadas no arranque da semana seguinte, embora ainda sem indicação clara sobre a sua extensão ou duração.
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