A depressão Therese já está a afetar os Açores e deverá começar a fazer-se sentir em Portugal continental nos próximos dias, trazendo chuva, vento forte e agitação marítima significativa. O agravamento do estado do tempo será gradual, mas poderá intensificar-se a partir do fim de semana.
De acordo com o Meteored, este sistema depressionário está instalado no Atlântico Nordeste e está a influenciar diretamente o arquipélago açoriano, enquanto no continente os efeitos ainda são mais suaves, embora com sinais claros de mudança no padrão atmosférico.
Açores já sob chuva, vento forte e mar agitado
Nos Açores, o impacto da depressão é imediato e deverá prolongar-se ao longo dos próximos dias. Esperam-se períodos de chuva, por vezes intensa, com acumulados que podem atingir entre 20 e 40 milímetros em 24 horas, sendo localmente superiores nas ilhas dos grupos Central e Oriental. Segundo a mesma fonte, o vento sopra de sudoeste com intensidade moderada a forte, podendo atingir rajadas entre os 80 e os 100 km/h, sobretudo nas zonas mais expostas. Este cenário poderá dificultar atividades ao ar livre e aumentar o risco em áreas costeiras.
A agitação marítima é outro dos fatores de destaque, com ondas que podem atingir entre 5 e 7 metros, especialmente nas costas viradas a oeste. Explica o site que estas condições exigem especial atenção por parte de pescadores e operadores marítimos. Em alguns momentos, a instabilidade poderá ser acompanhada por aguaceiros intensos e trovoadas pontuais, sobretudo durante a passagem das bandas de precipitação mais organizadas. Trata-se de um cenário típico associado a sistemas depressionários ativos nesta região.
Continente com agravamento gradual nos próximos dias
Em Portugal continental, a influência da depressão Therese será mais progressiva. Durante os primeiros dias, o tempo deverá manter-se relativamente estável, ainda que com aumento de nebulosidade, sobretudo no litoral. As temperaturas máximas deverão oscilar entre os 18 e os 22 graus, num contexto ainda pouco instável. No entanto, de acordo com o Meteored, esta situação deverá alterar-se a partir de sábado, com sinais mais claros de instabilidade atmosférica.
Espera-se o regresso da chuva sob a forma de períodos de precipitação ou aguaceiros, inicialmente nas regiões do Norte e Centro, estendendo-se depois ao restante território. Segundo a mesma fonte, os acumulados poderão situar-se entre os 10 e os 30 milímetros em 24 horas.
Segunda-feira pode trazer cenário mais exigente
A partir de segunda-feira, o sistema deverá posicionar-se mais próximo da Península Ibérica, permitindo a entrada de ar mais húmido e instável. Este fator poderá intensificar a precipitação, sobretudo nas regiões Centro e Sul.
De acordo com a mesma publicação, os acumulados poderão atingir valores entre 30 e 50 milímetros, sendo localmente superiores em zonas mais expostas ao fluxo de sudoeste. Este aumento da intensidade poderá ser acompanhado por aguaceiros fortes e trovoadas isoladas. O vento deverá também intensificar-se, com rajadas que podem variar entre 60 e 80 km/h, particularmente no litoral e nas terras altas. Este agravamento poderá ter impacto nas deslocações e em atividades exteriores.
Mar mais agitado e necessidade de atenção
A agitação marítima deverá aumentar progressivamente na costa continental, com ondas que podem atingir entre 4 e 5 metros na costa ocidental. Explica o Meteored que este tipo de condições exige precaução, sobretudo em zonas costeiras mais expostas.
Perante este cenário, as autoridades recomendam atenção à evolução das previsões, uma vez que a instabilidade poderá provocar acumulação de água em zonas urbanas e dificultar a circulação em algumas áreas.
Nos Açores, o vento forte e o estado do mar continuam a ser os principais fatores de risco, enquanto no continente o foco estará na evolução da chuva e do vento ao longo dos próximos dias. A situação deverá ser acompanhada de perto, sobretudo à medida que o sistema se aproxima da Península Ibérica.
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