O mercado imobiliário em Portugal continua a dar sinais de pressão, com novos aumentos quer nas rendas, quer nos preços de venda. Os dados são do barómetro mensal do Imovirtual, que analisou setembro de 2025 face a agosto deste ano e a setembro de 2024, incluindo o continente e as regiões autónomas e fornece informações acerca do custo médio quer para arrendar, quer para comprar casa em Portugal.
Rendas atingem 1.300 euros a nível nacional
O valor médio das rendas em Portugal fixou-se nos 1.300 euros, traduzindo uma subida de 2% no último mês e de 4% em termos anuais. Apesar da tendência de crescimento, as regiões mostram trajetórias diferentes, de acordo com o site especializado em economia e negócios Executive Digest.
No Norte, o valor médio caiu para 700 euros (-3% mensal e anual), embora Aveiro tenha subido para 950 euros (+6% no mês). O Porto manteve-se nos 1.100 euros, estável face a agosto, mas -4% abaixo de 2024.
No Centro, a média foi de 800 euros (+1% mensal; +7% anual). Lisboa destacou-se como o distrito mais caro do país, nos 1.790 euros (+7% mensal). Coimbra fixou-se em 800 euros, Leiria estabilizou nos 850 euros e Santarém em 770 euros.
Já o Sul recuou para 900 euros (-5% mensal; -10% anual), mas Beja destacou-se com a maior subida do país: +25% no mês, para 750 euros. Faro e Setúbal mantiveram-se nos 1.250 euros, enquanto Évora caiu para 900 euros, de acordo com a mesma fonte.
Nas ilhas, a média foi de 960 euros (-2% mensal; +20% anual). A Madeira manteve-se entre as regiões mais caras (1.400 euros), mas desceu 7% face a agosto. São Miguel valorizou para 1.100 euros (+10% mensal; +38% anual), enquanto a Terceira ficou pelos 700 euros.
Venda de imóveis acima dos 435 mil euros
O preço médio de venda em Portugal subiu para 435.000 euros, mais 1% do que em agosto e 18% acima do valor registado há um ano.
No Norte, a média atingiu 255.000 euros (+15% anual). O Porto manteve-se como o distrito mais caro da região, nos 425.000 euros, seguido de Aveiro (390.000 euros).
No Centro, o preço médio subiu para 275.000 euros (+25% anual). Lisboa manteve-se como o distrito mais caro do país, nos 650.000 euros (+21% anual). Santarém destacou-se com a maior valorização anual do país, +36%, atingindo os 269.000 euros, refere ainda a mesma fonte.
O Sul desceu ligeiramente para 255.000 euros (-2% mensal), mas mantém um crescimento de 16% face a 2024. Faro consolidou-se como o distrito mais caro da região, nos 550.000 euros, e Setúbal valorizou para 476.000 euros. Beja registou uma das maiores subidas homólogas, +32%, para 199.950 euros.
Nas ilhas, a média caiu para 200.000 euros (-18% mensal), mas ainda assim +14% acima de setembro de 2024. A Madeira manteve-se entre as mais caras (580.000 euros), enquanto São Miguel subiu para 399.000 euros.
Tendência de longo prazo
De acordo com a Executive Digest, apesar de algumas descidas mensais pontuais, os números mostram que a pressão sobre o mercado habitacional continua elevada. Tanto para arrendar, como para comprar casa em Portugal, os valores médios mantêm uma trajetória de crescimento face a 2024, confirmando a dificuldade de acesso à habitação em várias regiões do país.
















