O Baixo Alentejo vai ser Cidade Europeia do Vinho em 2026 e a distinção começa oficialmente a ganhar forma já esta sexta-feira, com uma gala de abertura em Beja. A iniciativa pretende valorizar o peso do setor vitivinícola na região e promover o território ao longo de um programa que se prolonga até janeiro de 2027. De acordo com o Notícias ao Minuto, o evento marca o arranque das comemorações e pretende dar visibilidade aos produtores, ao património cultural e às atividades ligadas ao vinho.
Segundo a mesma publicação, o Baixo Alentejo conta atualmente com 537 viticultores que exploram cerca de 5.880 hectares de vinha. Estes números mostram a dimensão da atividade na região e ajudam a explicar porque foi atribuída a distinção europeia.
Um setor que marca a economia regional
A ligação do Baixo Alentejo ao vinho vai muito além da produção agrícola. De acordo com o Notícias ao Minuto, estima-se que um em cada quatro agregados familiares da região tenha algum tipo de ligação ao setor vitivinícola. Essa relação pode surgir através da viticultura, da produção de vinho ou de outras atividades associadas à cadeia de valor do setor. Segundo a mesma fonte, os 537 viticultores registados representam cerca de 27 por cento de todos os produtores de vinho existentes no Alentejo.
Sustentabilidade também pesa na produção
Entre os produtores da região, uma parte significativa já integra iniciativas ligadas à sustentabilidade. De acordo com a publicação, 167 produtores fazem parte do Programa de Sustentabilidade dos Vinhos do Alentejo, promovido pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana. Esses produtores abrangem uma área superior a 3.400 hectares de vinha e, entre eles, dez já produzem vinho com certificação de produção sustentável.
Quatro pilares para conquistar o título
Segundo explica o Notícias ao Minuto, a candidatura do Baixo Alentejo baseou-se em quatro pilares principais. O primeiro está ligado à dimensão das vinhas e à importância da produção vitivinícola na região. Outro fator decisivo foi a aposta crescente em práticas de sustentabilidade na produção de vinho.
Gala marca o arranque das celebrações
A abertura oficial da Cidade Europeia do Vinho 2026 acontece esta sexta-feira no Pax Julia Teatro Municipal, em Beja. Segundo explica o Notícias ao Minuto, a gala está marcada para as 20h30 e simboliza o início das comemorações associadas à distinção. Durante o evento será feita a passagem simbólica do título de Espanha para Portugal.
Música e cultura no palco de abertura
O espetáculo inclui também vários momentos musicais ligados à cultura da região. De acordo com a mesma fonte, estão previstas atuações de Cristina Taquelim, Ana Santos e do grupo Cantadores do Desassossego. Participam ainda o Grupo Coral de Nossa Senhora das Neves, Fernando Pardal, Jorge Cruz e Mafalda Vasques.
Um projeto que envolve vários municípios
A Cidade Europeia do Vinho 2026 é promovida pela Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo em parceria com a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo. Segundo o Notícias ao Minuto, a iniciativa conta com o apoio das 13 autarquias que integram a CIMBAL. A única exceção é o município de Odemira, que pertence à Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral.
Estratégia liga vinho e turismo
Outro fator destacado pelas entidades promotoras é a estratégia regional que liga o setor do vinho ao turismo. De acordo com a publicação, o projeto ENOTUR tem como objetivo valorizar economicamente o enoturismo no Alentejo e no Ribatejo. Este programa integra o PROVERE, um plano de valorização económica de recursos endógenos financiado pelo programa regional Alentejo 2030.
Vinho de talha reforça identidade
A tradição do vinho de talha também foi apontada como um dos elementos distintivos da candidatura. Segundo o Notícias ao Minuto, esta forma ancestral de produção continua a ser um símbolo da cultura vinícola alentejana. A paisagem cultural da região, associada ao cante alentejano e às tradições rurais, reforça igualmente a identidade do território.
Feiras tradicionais integram o programa
O calendário inclui ainda vários certames já conhecidos na região. Entre eles estão a Vin&Cultura, em Aljustrel, a Ovibeja e a ViniPax, em Beja. Segundo explica a publicação, juntam-se ainda o Festival de Vinhos de Mértola, o MouraWine e os eventos Vitifrades e Vidigueira Vinho.
Um título que pretende projetar a região
Com esta distinção europeia, o Baixo Alentejo pretende reforçar a notoriedade do território e da sua produção vitivinícola. De acordo com o Notícias ao Minuto, o objetivo passa por valorizar o setor do vinho e criar novas oportunidades ligadas ao turismo e à cultura. Ao longo de 2026, o programa deverá envolver produtores, instituições e comunidades locais em dezenas de iniciativas espalhadas por toda a região.
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