O mundo da alta finança global assistiu a um marco histórico protagonizado por um jovem talento português que quebrou barreiras de idade, prestígio e salário. Atingir o topo da banca de investimento é uma tarefa árdua, mas fazê-lo antes dos trinta anos é um feito reservado a uma elite muito restrita e altamente qualificada.
Paulo Costa é o nome do português que, com apenas 29 anos, foi promovido a managing director do gigante norte-americano Goldman Sachs, a partir de Janeiro deste ano. De acordo com o Business Insider, site especializado em notícias financeiras e empresariais, o gestor tornou-se o mais jovem da nova vaga de nomeações do banco.
A promoção insere-se num processo competitivo que ocorre apenas a cada dois anos e projeta as carreiras para um nível de decisão e remuneração muito elevado. O jovem portuense destaca-se agora entre os 638 profissionais escolhidos em 2025 para assumir este estatuto intermédio antes da sociedade.
Um ordenado base de sonho
A ascensão a este cargo acarreta um incremento salarial significativo que coloca o português num patamar de rendimento muito acima da média. Dados do The Wall Street Journal indicam que o salário base para esta posição ronda os 400 mil dólares, cerca de 344 mil euros anuais.
Este valor fixo não inclui as remunerações variáveis, que em praças financeiras como Londres ou Nova Iorque podem elevar o total anual para valores superiores a um milhão de euros. Indica a mesma fonte que estes montantes dependem dos bónus de desempenho e dos resultados do próprio banco.
Do Porto para o topo do mundo
Natural da cidade do Porto e proveniente de uma família tradicionalmente ligada à medicina, a escolha pela economia causou inicialmente alguma surpresa no seio familiar. Paulo Costa descreveu a decisão como um choque inicial, embora hoje sinta o reconhecimento dos pais pela sua trajetória na banca.
A vida pessoal do novo diretor cruza-se com a profissional, uma vez que é casado com uma colaboradora da mesma instituição financeira. O gestor partilhou que a primeira pessoa a saber da novidade foi a sua mulher, que se encontrava sentada a poucas filas de distância na sala de negociação.
Responsabilidade sobre milhões
As funções de Paulo Costa envolvem uma enorme precisão e responsabilidade na negociação de dividendos nas regiões da Europa, Médio Oriente e África. A sua equipa apoia grandes investidores institucionais, como fundos de cobertura, na definição de estratégias sobre ações através de derivados.
Explica a referida fonte que o gestor tem de assegurar que os fluxos de caixa e os valores das transações refletem com exatidão os pagamentos de dividendos. Qualquer erro nesta fase operacional pode ter um impacto financeiro relevante para os clientes e para o banco.
Lucros recorde impulsionam carreiras
A promoção acontece num ano particularmente favorável para o Goldman Sachs, que registou lucros de 12,56 mil milhões de dólares nos primeiros nove meses de 2025. O aumento de 24 por cento face ao período homólogo criou espaço para premiar o desempenho consistente e a capacidade de execução.
O próximo degrau na carreira de Paulo Costa será o estatuto de sócio, uma distinção que outro português, José Barreto, alcançou em 2020. Explica ainda o Business Insider que, apesar do sucesso individual, o banco continua a enfrentar desafios na diversidade, com a percentagem de mulheres promovidas a descer para os 27 por cento.
Uma curiosidade peculiar
Para se ter noção da cultura peculiar deste gigante financeiro, saiba que o próprio CEO do banco, David Solomon, quebra todos os estereótipos de Wall Street: nos tempos livres, troca o fato e gravata pela mesa de mistura, atuando regularmente como DJ em festivais internacionais sob o nome artístico ‘D-Sol’.
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