Uma das livrarias mais antigas do país, situada no Porto, vai encerrar temporariamente para realizar obras de conservação e manutenção no edifício histórico, recentemente reclassificado como monumento nacional pelo Governo. De acordo com o portal de compra e venda de imóveis, Idealista, o anúncio surge no ano em que a Livraria Lello celebra 120 anos de atividade ininterrupta.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, revelou a 13 de janeiro, data do aniversário da instituição, que o executivo iria consagrar a reclassificação do imóvel, reforçando o estatuto patrimonial de um dos espaços culturais mais visitados do país.
Reclassificação como monumento nacional
Na ocasião, Luís Montenegro afirmou que a decisão visa “assegurar a proteção e valorização duradoura deste edifício de referência para a memória coletiva e a identidade cultural do país”. Segundo a mesma fonte, o reconhecimento formaliza a importância histórica e simbólica do espaço.
A medida enquadra-se numa estratégia de valorização do património cultural, num momento em que a livraria se afirma simultaneamente como ponto de interesse literário e turístico, escreve o site.
Uma casa com 120 anos de história
Fundada há mais de um século, a Livraria Lello consolidou-se como referência cultural na cidade do Porto e no panorama nacional. Acrescenta o mesmo portal que o edifício foi oficialmente reconhecido como monumento nacional, reforçando a sua proteção legal.
A administradora da Livraria Lello Porto, Aurora Pedro Pinto, sublinha que “este reconhecimento valoriza o Porto, valoriza o país e honra todos os que, diariamente, trabalham nesta casa”. E acrescenta que “o livro é a base de todo o nosso impacto no território”.
Encerramento temporário para obras
A responsável explica que o novo estatuto torna ainda mais evidente a necessidade de investimento na preservação do imóvel. “Enquanto monumento nacional, torna-se ainda mais evidente que esta casa é património de todos os portugueses. É imperativo continuar a investir na sua preservação”, afirma, conforme a mesma fonte.
Por essa razão, a livraria irá encerrar durante uma semana, entre abril e maio, para realizar obras de manutenção profunda no edifício histórico e dar continuidade à expansão assinada pelo arquiteto Álvaro Siza Vieira.
Gestão de fluxos e reforço técnico
Segundo Aurora Pedro Pinto, a elevada procura tem impacto direto na gestão do espaço. A intensidade das visitas “exige uma gestão rigorosa dos fluxos de circulação e um reforço contínuo das condições técnicas do edifício”, refere a mesma fonte.
O encerramento temporário permitirá implementar melhorias estruturais e operacionais. “O encerramento temporário, durante uma semana entre abril e maio, permitirá implementar essas melhorias, garantindo simultaneamente a proteção do espaço centenário e a qualidade da experiência cultural”, promete a administradora.
Proteção do património e continuidade
Escreve o Idealista que a intervenção surge num contexto de crescimento contínuo da notoriedade internacional da livraria, que se transformou num dos principais pontos turísticos da cidade. O objetivo é conciliar preservação patrimonial com a continuidade da atividade cultural.
Com a reclassificação como monumento nacional e a realização das obras previstas, a Livraria Lello procura reforçar a salvaguarda do edifício e assegurar condições para a sua utilização futura, mantendo-se como espaço aberto à comunidade e aos visitantes após a conclusão dos trabalhos.
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