O Ministério Público (MP) acusou um militar da GNR, a sua mulher e um irmão deste de alegadamente integrarem uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína por via marítima, através do porto de Leixões.
Em nota divulgada na sua página oficial, a Procuradoria-Geral Distrital do Porto (PGDP) indica que o MP “considerou fortemente indiciado que os arguidos faziam parte de uma organização internacional que se dedicava ao tráfico de estupefaciente”.
Contentores chegaram da República Dominicana
Segundo o Ministério Público, no dia 20 de julho de 2025 chegaram ao porto de Leixões, em Matosinhos, três contentores de peles bovinas provenientes da República Dominicana, tendo como destinatária uma sociedade igualmente constituída arguida, gerida pelo casal.
De acordo com o MP, a empresa era utilizada para assegurar a entrada da mercadoria em território nacional, enquanto as instalações situadas no concelho de Fafe, no distrito de Braga, serviam para armazenar a carga até à sua distribuição a terceiros.
À chegada ao porto, as autoridades policiais detetaram cerca de 1.300 quilogramas de cocaína — correspondentes a 5.549.916 doses individuais – dissimulados na carga transportada, iniciando de imediato o seguimento da mercadoria.
Abertura dos contentores e contacto com a GNR
A PGDP acrescenta que, em 05 de agosto de 2025, “após as operações de desalfandegamento, os arguidos irmãos rececionaram os contentores no armazém da sociedade arguida”, em Fafe.
“Já no armazém, ao abrirem os contentores e ao se aperceberem que tinham sido remexidos, o arguido militar, com o propósito dissimular a responsabilidade pelo transporte do estupefaciente, contactou a GNR local, ensaiando uma versão para a existência de estupefaciente nos contentores, e instruiu a que a arguida, sua companheira, eliminasse quaisquer comunicações a propósito do transporte da mercadoria”, sustenta o MP.
Intervenção da Polícia Judiciária
A Polícia Judiciária, que acompanhava o seguimento da carga, interveio e deteve os arguidos presentes no armazém, encontrando-se estes, desde então, sujeitos à medida de coação de prisão preventiva.
O militar da GNR, a esposa, o irmão e a sociedade gerida pelo casal estão acusados dos crimes de tráfico de estupefacientes e de associação criminosa.
O casal e a empresa enfrentam ainda acusações de branqueamento de capitais.
A acusação foi deduzida a 05 de fevereiro pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP – 1.ª secção).
Leia também: PJ detém suspeito de incêndio em alojamento local de Albufeira
















